Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 04/05/2020

Na obra Utopia, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o fim do analfabetismo funcional apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto da baixa qualidade de ensino e traz como consequência a dificuldade no convívio social.

Precipuamente, é fulcral pontuar que o problema deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne a criação de mecanismos que caibam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Nesse contexto, devido à falta de atuação dos setores governamentais, o ensino brasileiro é precário, sabe-se que muitas pessoas saem das escolas lendo, porém, com dificuldades, muitas vezes, em fazer contas básicas e interpretar textos. Confirmando isso, o jornal da Record de 2016, apresentou que apenas 0,08% da população brasileira tem domínio na produção e interpretação de textos e na matemática.

Diante disso, é imperativo ressaltar as dificuldades de convivência em meio à sociedade como resultado do problema. Na obra “Vidas secas”, de Graciliano Ramos, Fabiano, o protagonista, é incapaz de entender o que são juros e como isso pode afetar o seu salário. Analogamente, fora da ficção, percebe-se as dificuldades de muitas pessoas em suas ações cotidianas, causadas pelo analfabetismo funcional, como: interpretar dados, compras e salários. Ademais nota-se que isso gera dificuldade à esses indivíduos de se estabilizarem no mercado de trabalho. Ora, vê-se que o analfabetismo funcional é prejudicial e precisa ser erradicado, de forma a garantir os direitos básicos defendidos na Constituição Federal de 1988.

Percebe-se, portanto, que medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática. Destarte, com o intuito de mitigar o analfabetismo funcional, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido em melhorias nas escolas, por meio da revitalização desses espaços - com melhores materiais de ensino, maior disponibilidade a livros de qualidade e períodos de leitura -. Desse modo, atenuar-se-á em médio e longo prazo, o impacto nocivo do analfabetismo funcional, e a coletividade alcançará a Utopia de More.