Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 12/05/2020
A série global “Segunda Chamada” retrata a rotina de cinco professores que resistem à péssima infraestrutura da escola, ao abandono institucional e a falta de reconhecimento renovando, dessa forma, regularmente, a fé no trabalho que realizam. Nesse sentido, no século XXI, no Brasil, o analfabetismo funcional é presente, o qual ocorre, indubitavelmente, devido não só a ausência de políticas públicas, mas também, por desigualdades sociais enraizadas no corpo social.
Preliminarmente, é pertinente elencar que a escassez de investimentos do Governo dificulta a resolução desse problema. Dessarte, consoante o artigo 205, da Constituição Federal de 1988, a educação é direito de todos e dever do Estado, entretanto essa prerrogativa não é efetuada. Nessa perspectiva, segundo o jornal O Globo, o país não tem histórico de ações efetivas contra o analfabetismo. Logo, é visível que o Legislativo propôs soluções, mas, evidentemente, não são compatíveis com a realidade do país.
Outrossim, é fundamental analisar que a discrepância fixada na sociedade é um fomentador dessa problemática. Desse modo, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), analfabetismo se concentra entre pobres, negros e nordestinos. Sob esse ponto de vista, conforme o poeta e professor brasileiro Ariano Suassuna, “é muito difícil vencer a injustiça secular, que dilacera o Brasil em dois países distintos: o país do privilegiados e dos despossuídos”. Portanto, analogamente, destaca-se que os indivíduos exclusos do corpo social residam em um país desprovidos de direitos, tendo em vista, seus benefícios previstos na Magna Carta.
Em vista dos fatos elencados, é necessária avaliar que a educação é essencial, e todos precisam dela, independentemente da condição socioeconômica, devendo, então ser compreendida como um produto de necessidade humana básica de todo cidadão. Destarte, cabe ao Ministério da Educação criar políticas públicas, como programas sociais que estimulem a participação de educandos a frequentar escolas, por meio de eventos em instituições e espaços públicos, com a finalidade de superar o analfabetismo persistente no país. Ademais, as Secretarias Estaduais de Educação deve criar escolas em comunidades carentes, como projetos em zonas rurais, por intermédio de educadores e profissionais capacitados, com o objetivo de possibilitar as condições mínimas de cidadania e inclusão social aos indivíduos. Por conseguinte, que não reprise na atualidade o ocorrido na série “Segunda Chamada”.