Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 05/05/2020

Desde movimento intelectual que surgiu durante o século XVIII na Europa,o iluminismo, que pregava a disseminação dos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade, entende-se que uma sociedade só progride quando um se comove com o problema do outro. Entretanto, ao observar a questão do analfabetismo funcional no Brasil, percebe-se que esse ideal é contestado. Neste contexto, deve-se analisar como a negligência das escolas e a omissão dos pais são um empecilho para reduzir o número de analfabetos funcionais na sociedade brasileira.

Mormente, a inobservância escolar é o principal fator responsável para a permanência da problemática. Tal fato ocorre porque o modelo pedagógico vigente não se preocupa em ensinar, e em consonância, incentivar os alunos a praticarem a leitura diária. Além disso, não há a prática, principalmente nas escolas públicas, da interpretação textual, seja de texto fácil, seja difícil. Segundo o economista Sir Arthur Lewis, ’’ Educação nunca foi despesa, sempre foi investimento com retorno garantido’’. Logo, como consequência da falta de investimento das escolas, na formação dos alunos, muitos cidadãos durante e após a formação, enfrentam dificuldades na busca de emprego e na comunicação, pois, são incapazes de interpretar, escrever e elaborar argumentos corretamente.

Outrossim, a ausência dos pais na formação das crianças é outro fator primordial para a temática. Essa situação se deve porque, com o advento da internet e dos aparelhos tecnológicos, as crianças passam a maior parte do tempo consumindo conteúdos virtuais como, por exemplo, jogos e vídeos, que não estimulam a  capacidade  intelectual de pensar e interpretar. Segundo o filósofo Kant, ’’ O homem é aquilo que a educação faz dele’’. Assim, por consequência da falta de incentivo dos pais para os filhos terem uma rotina de leitura, as crianças tornam-se adultos com dificuldade de interpretar e possuir senso crítico.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Educação, em parceria com as escolas, deve, por meio de um projeto educacional junto aos docentes, elaborar como, por exemplo, uma disciplina curricular obrigatória que vise somente a interpretação textual dos estudantes, com a finalidade de formar cidadãos capacitados de interpretar qualquer texto e conviver sem dificuldade na sociedade. Ademais, o Estatuto da Criança e do Adolescente, em parceria com a mídia, deve, por meio da divulgação de propagandas obrigatórias, nos grandes canais de comunicações, incentivar os pais a estimularem a leitura dos filhos, além de disponibilizar livros gratuitos nas redes sociais, com o viés de possibilitar as crianças a manter uma leitura diária por meio dos aparelhos digitais. Com tais alternativas supracitadas, o analfabetismo funcional não será uma realidade brasileira.