Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 07/05/2020

O sexto artigo da Constituição Federal de 1988 assegura a todos os cidadãos brasileiros o direito à educação. Por outro lado, o contexto social mostra a grave realidade no que tange o assunto quando se trata da alfabetização. À vista disso, urge a necessidade da ampliação de estratégias educacionais que garantam a efetivação da Constituição, seja no controle da evasão escolar ou na reformulação de grades curriculares de ensino a fim de combater as diversas formas de analfabetismo no Brasil.

A princípio, é válido ressaltar o elevado número de alunos que abandonam os estudos antes mesmo de concluírem o ensino médio. Segundo o IBGE, aproximadamente 11,8% dos jovens estavam fora das escolas no ano de 2019 o que é uma fração preocupante. Tal percentual é alto, muitas vezes, devido a permanência da desigualdade social, que levam adolescentes a ingressarem-se no mercado de trabalho para completar a renda familiar. Nesse cenário, é fundamental propor ações que garantam a permanência dos adolescentes nas instituições de ensino de modo a suprir necessidades básicas das famílias brasileiras de baixa renda.

Ademais, é importante compreender que, no mundo contemporâneo, a diversificação do ensino é crucial para instigar a curiosidade e, por conseguinte, contribuir para a permanência de muitos jovens nas escolas. Jean Piajet, importante biólogo do século XX, defendeu em uma de suas ideias que “O principal objetivo da educação é criar pessoas capazes de fazer coisas novas e não simplesmente repetir o que as outras gerações fizeram”. Nesse raciocínio, ao avaliar esse pensamento e compará-lo com a realidade atual do país, é nítido que sistema de ensino baseado em repetição pode ser falho, pois não promove aplicações do ensino. Como consequência, gera menor curiosidade dos discentes nos conteúdos abordados em salas, levando-os ao analfabetismo funcional, ou seja, baixa capacidade de compreender conteúdos básicos.

Portanto, algo precisa ser feito para combater tais mecanismos que colaboram com o analfabetismo. Logo, o Ministério Público, deve ampliar recursos financeiros do programa bolsa família, por meio de impostos arrecadados - como IR - a fim que esse capital colabore com ajuda de suprimentos básicos das famílias carentes do Brasil. Dessa forma, será possível diminuir à evasão escolar dos adolescentes para assumirem responsabilidades de casa. Já as escolas, devem oferecer oficinas e aulas experimentais das diferentes disciplinas de modo interativo, para mostrar a aplicação dos conteúdos abordados em sala na prática e, assim, poder despertar a curiosidade dos discentes. Tais medidas são fundamentais para combater os diferentes casos de analfabetismo no Brasil, ora do tipo absoluto, ora funcional.