Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 08/05/2020

O sexto artigo da Constituição Federal de 1988 assegura a todos os cidadãos brasileiros o direito à educação. Por outro lado, o contexto social mostra a grave realidade no que tange o assunto quando se trata da alfabetização. Desse modo, urge a necessidade da ampliação de estratégias educacionais que garantam a efetivação da Constituição, seja no investimento na educação básica ou na reformulação de grades curriculares de ensino a fim de combater as diversas formas de analfabetismo no Brasil.

A princípio, é válido ressaltar a persistência nos cortes orçamentários direcionados para o ensino. De acordo com o G1, no ano de 2020 houve redução de mais de 50% dos recursos financeiros direcionados para educação. Esse contexto, ocasionam mais obstáculos na criação vagas para alunos nas escolas públicas que, por conseguinte, dificulta a retenção dos discentes nos anos iniciais da alfabetização – quando aplicado – devido à baixa disponibilidade de salas de aulas e, até mesmo, na contratação de professores. Essas circunstâncias, comprometem o aprendizado de muitas crianças as quais levarão dificuldades nas séries subsequentes o que, em muitos momentos, ocasionarão na formação de uma parcela social com dificuldades na leitura e escrita de textos básicos. À vista disso, faz se necessário a ampliação de investimentos do governo para correção da problemática.

Ademais, é importante compreender que a diversificação do ensino é fundamental para instigar a curiosidade e, por conseguinte, contribuir com o ensino dos jovens. Jean Piajet, importante biólogo do século XX, defendeu em uma de suas ideias que “O objetivo da educação é criar pessoas capazes de fazer coisas novas e não somente repetir o que as outras gerações fizeram”. Nesse raciocínio, ao avaliar o pensamento e compará-lo com a realidade atual do país, é nítido que o ensino baseado somente em repetição é falho por não promover curiosidade dos adolescentes. Como consequência, gera menor entusiasmo dos discentes nos conteúdos abordados em salas, o que pode leva a defasagem no domínio de diversas matérias, como por exemplo, na resolução de cálculos básicos, pois, muitas vezes, não é apresentado ao estudante o real valor da disciplina.

Portanto, algo precisa ser feito para combater os diferentes tipos de analfabetismo. Logo, o Ministério da Educação deve ampliar os recursos financeiros do ensino, a partir dos diferentes impostos pagos pela sociedade, de modo que esse capital possibilite a construção de escolas e contratação de professores para melhor atendimento de jovens com dificuldades de aprendizado. Já as escolas devem oferecer oficinas e aulas experimentais das diferentes matérias, cuja finalidade é mostrar a aplicação dos conteúdos abordados em sala de aula na prática e, assim, poder despertar o interesse dos discentes, amenizando o abandono da matéria o que combate o analfabetismo funcional.