Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 18/05/2020

O “Pacto da Mediocridade”, citado por Darcy Ribeiro, no qual o professor finge que ensina e o aluno simula aprender, pode ser comprovado pelas pessoas que frequentaram a escola e, em contrapartida, não possuem conhecimentos básicos, isto é, os analfabetos funcionais. Nesse contexto, dois aspectos se destacam: a precária educação pública brasileira e a consequente vulnerabilidade dos cidadãos com esse problema. Desse modo, medidas de redução do analfabetismo funcional são necessárias.

De início, cabe elucidar a lacuna do sistema educacional do Brasil. Sob esse ângulo, é preciso entender que a alfabetização é incipiente no Estado brasileiro, já que questões como a inclusão e uso de didáticas atualizadas não são, comumente, evidentes e, por isso, esse processo tem eficiência insatisfatória. Prova disso é que a educação básica só foi universalizada na década de 90, o que explica a configuração de analfabetos funcionais atual. Em síntese, o enfoque no investimento na modernização desse setor tão importante é uma alternativa para atenuar a insuficiência educacional.

Em função disso, a conjuntura supracitada constrói indivíduos mais vulneráveis na sociedade. Nesse sentido, os analfabetos funcionais enfrentam adversidades no cotidiano, dentre elas o reconhecimento de golpes e informações falaciosas, o que é muito grave. Isso é nítido na pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo, a qual revelou que a dificuldade de interpretação de iletrados funcionais facilita a propagação de “fake news”. Dessa forma, percebe-se a urgência de caminhos para combater a falta de conhecimento acadêmico básico no corpo social.

Portanto, observa-se que é necessário efetivar a mitigação do analfabetismo funcional. Por conseguinte, é imperioso que o Ministério da Educação modifique a Base Nacional Comum Curricular, por meio da introdução da obrigatoriedade de aulas de leitura e interpretação textual, abrangendo desde o ensino fundamental até o ensino médio, a fim de formar cidadãos completamente alfabetizados. Assim, o “Pacto da Mediocridade” não será mais factível, pois a instrução será consolidada.