Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 22/05/2020

Durante o século XVI, a história da educação tem seu início no Brasil com participação significativa dos jesuítas. O enfoque para os índios era a catequização, enquanto portugueses recebiam maior aprofundamento e quantidade de matérias, como letras. Nos dias que correm, a educação continua com diversas deficiências, não voltadas para a falta de diversidade de áreas a serem estudadas, mas em sua qualidade. Sendo assim, problemáticas como o analfabetismo funcional são uma realidade. E, apesar da educação ser uma lei e dever do Estado, os índices do mesmo não avanço há uma década.

Em primeiro lugar, é preciso ter em mente a seriedade e a intensidade da questão. Segundo a revista Veja, três em cada dez brasileiros são analfabetos funcionais, representando 29% da população. Além disso, somado ao percentual de nível rudimentar, o número pode chegar a 50% em inabilidade para compreensão de textos e cálculos matemáticos. Posto isso, nota-se que um número elevado de pessoas tem dificuldades para entender o mundo a sua volta, haja vista que, por diversas vezes, é necessário a efetuação de uma conta elaborada ou a leitura de um livro, ou documento.

Ademais, a problemática se agrava com o fato de que a educação é uma lei, a qual estabelece o ensino como, em parte, dever do Estado. Conforme a Constituição Federal de 1988, no artigo 205, a educação é um direito de todos os cidadãos e um dever do Estado e da família. Desse modo, deve ser incentivada visando o pleno desenvolvimento do cidadão para exercício de sua cidadania. Entretanto, tal dever não tem sido cumprido de forma eficiente, dado que o ensino, em específico o público, é deficiente, tanto no ensino fundamental quanto no médio. O cenário prejudica os estudantes brasileiros, além do mercado de trabalho e das universidades que receberão indivíduos despreparados.

Destarte, para que o analfabetismo funcional seja devidamente reduzido, o Ministério da Educação deve empenhar-se no progresso da educação fundamental e média. Juntamente, desenvolver um projeto que inclua indivíduos de dezoito anos ou mais, que objetive o desenvolvimento de habilidades da Língua Portuguesa e da Matemática. Isso deve ser feito por meio da disponibilização de professores por plataformas digitais, além de aulas em instituições de ensino aos fins de semana, para quem não tiver internet. Assim, o trabalho deve ser divulgado nos meios de comunicação de maior acesso (rede social e televisão), com a devida explicação sobre o analfabetismo funcional e como mudar a situação.