Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 21/05/2020

No livro “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratado uma sociedade perfeita cujo corpo social caracteriza-se pela ausência de  problemas. No entanto, fora do parâmetro ficcional, o analfabetismo funcional de uma parcela dos cidadãos brasileiros vai de encontro com o mundo utópico de More. Nesse contexto, não há dúvidas que a evasão escolar por gravidez precoce e a falta de investimento no ensino por parte do governo servem como impulsionadores da problemática.

Precipuamente, é importante destacar a gravidez precoce como um dos principais motivos para a evasão escolar. Dados do Ministério da Educação (MEC) apontam que a maior parte dos adolescentes de 12 a 17 anos de idade que deixam as escolas têm como motivo a gravidez. Tal situação contribui diretamente com que uma parcela da população saia para o mercado de trabalho sem um nível de eficiência adequada. Dessa forma, urge para que seja tomada medidas de reversão a esses dados.

Outrossim, a falta de investimento governamental no ensino é um fator marcante no cenário atual. O ex-presidente da Africa do Sul, Nelson Mandela, dizia que a educação é a arma mais forte a ser usada para mudar o mundo. Nesse sentido, a precariedade na infraestrutura das escolas e nas melhorias de ensino contribuem para a estagnação no placar hodierno. Necessitando, portanto, o aumento de verbas destinada a essa área.

faz-se importante, assim, que o governo libere verbas para a melhora em estrutura de instituições educacionais e para que o Ministério de Educação, em parceria com o Ministério da Cultura e secretarias municipais e estaduais de educação, promova palestras educacionais e projetos como, por exemplo, o EJA (Educação para Jovens e Adultos) e o Pro Jovem, um programa para jovens vulneráveis socialmente. Com isso, podendo chegar mais próximo do mundo perfeito do escritor Thomas.