Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 24/05/2020
Na música “Estuda errado”, do cantor Gabriel, o Pensador, a letra descreve a educação brasileira: “decorei, copiei, memorizei, mas não entendi; quase tudo que aprendi amanhã já esqueci”. No Brasil hodierno, análogo ao contexto, a realidade o analfabetismo funcional é faz parte da maior parte da sociedade. Isso ocorre tanto pela falta de valorização do Estado para com o professor, mas também pela inação social para criar estratégias de desenvolvimento intelectual dos indivíduos.
Impede ressaltar, primeiramente, que o Estado é o responsável por ofertar qualidade de ensino e excelência profissional aos discentes e docentes. Nesse tocante, considera-se relevante o “Pacto da mediocridade”, do escrito antropólogo Darcy Ribeiro, o qual significa que o professor mal remunerado finge que ensina e o aluno finge que aprende, e um reclama do outro. Assim, com o método saturado, a estagnação salarial e desmotivação profissional, não há estímulo e reconhecimento do professor. Com efeito, ocorre a falta do crescimento no ensino-aprendizagem, tornando a educação uma ilusão sócio-cultural. Logo, é um notório aspecto de renovação educacional a ser realizada.
Outrossim, é mister enfatizar que as ações sociais contribuem como alternativa de mudança desse quadro. Desde 2009, o IBGE, mostra que mesmo com a construindo escolas e contrato de professores, 4 em 10 pessoas, de 15 a 64 anos, são analfabetismos funcionais. Depreende-se, portanto, que a estatística e o perfil da população não mudou ao longo dos anos, uma vez que, a coletiva também deve atuar de forma extramural, cumprindo seu dever de contribuição civil. Com efeito, é, imprescindível, que a sociedade atue no incentivando a leitura, o pensamento crítico, a imaginação e o vocabulário. Dessa forma, fará parte da transformação e mitigação do problema.
Em síntese, é fulcral afirmar que as formas de superar o analfabetismo funcional dependem de atitudes coletivas e governamentais. Por conseguinte, cabe ao Governo Federal - como poder máximo de administração executiva - em consonância com o MEC criar políticas públicas de reajuste salarial e qualificação dos professores, por intermédio destinação de verbas e cursos como novos métodos de ensino, a fim de motivar a execução de um trabalho e excelência. Ademais, a sociedade civil organizada, sejam mais protagonistas e empáticos para a melhoria do país; essa deve criar projetos, nos bairros e comunidades, voltados ao desenvolvimento intelectual do indivíduo, por meio de rodas de leituras, debates e contação de histórias, a fim de aprimorar o senso crítico e o conhecimento da população. Sob essa perspectiva, será possível reverter a situação de “Estudo errado”, o qual se referiu o cantor.