Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 12/08/2020
A Constituição Federal, promulgada em 1988, garante aos cidadãos brasileiros o direito social à educação. No entanto, constata-se a necessidade de alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil, em virtude da grande taxa de indivíduos com baixa capacidade interpretativa. Visto que a baixa escolaridade e as fake news intensificam esse cenário, medidas fazem-se necessárias.
Em primeira análise, nota-se que os analfabetos funcionais, ou seja, indivíduos com dificuldade em compreender a linguagem simples, são desamparados do direito à educação. Nessa perspectiva, de acordo com pesquisa divulgada pelo Nexo Jornal, cerca de 5% da população entre jovens e adultos é analfabeta funcional absoluta. Sob essa ótica, uma vez que os analfabetos absolutos possuem baixa escolaridade, a dificuldade para em escrever o próprio nome e realizar operações matemáticas básicas é uma realidade verificada pelo Indicador de Alfabetismo funcional. Desse modo, limitados a comunicação oral e visual, esses indivíduos são excluídos socialmente, agravando a desigualdade social.
Além disso, devido à desinformação atribuída a baixa capacidade analítica, notícias falsas são propagadas com mais facilidade pelos analfabetos funcionais. Nesse sentido, segundo o jornal O Tempo, 30 a cada 100 brasileiros não domina a leitura, a escrita e a argumentação boa. Por conseguinte, diante da incompreensão, tais indivíduos são mais suscetíveis a espalhar as fake news, dado que a habilidade de relacionar criticamente as informações recebidas é insuficiente para reconhecer o conteúdo enganoso. Dessa maneira, os analfabetos funcionais convivem com as notícias falsas, o que colabora com o agravamento desse cenário nocivo.
Portanto, diante dos fatos supracitados, cabe ao Ministério da Educação, juntamente ao Instituto Paulo Montenegro, destinado a melhorias na educação, promover aumento na taxa de alfabetizados funcionais, por meio de programas educacionais presenciais ou virtuais, destinados exclusivamente aos analfabetos funcionais, em que o domínio à leitura e à escrita plena seja desenvolvido, objetivando a análise e argumentação crítica por esses indivíduos, com o intuito de garantir o direito social à educação. Dessa forma, alternativas eficazes para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil serão executadas.