Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 03/06/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Entretanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o analfabetismo funcional no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da péssima educação básica quanto do preconceito coletivo. Diante disse, cabe analisar os fatores desse contexto, a fim de revertê-los.

Considerando o exposto, é fulcral pontuar que a permanência do debilitado de interpretação deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. À luz dessa ideia, segundo o pensador Hobbes, o Estado é  responsável por garantir o bem-estar social da população. No entanto, no país tal fato não ocorre devido à baixa ação das autoridades, no que tange a educação básica de qualidade. Desse modo, a ineficiência estatal trará inferências negativas na formação intelectual do indivíduo.

Ademais, é imperativo ressaltar que o preconceito com o extenuado de intelecto apresenta como promotor do problema. À vista disso, de acordo com o físico Albert Einstein, é mais fácil desintegrar um átomo do que o preconceito. Nesse sentido, a repulsão comunitária contra o iletrado funcional atua como um meio de distinção social. Por conseguinte, o fruto desse prejulgamento coletivo fará com que o inculto se sinta oprimido, sendo assim,  dificultando cada vez mais o alcance da resolução do impasse.

Urgem, pois, intervenções pontuais para sanar essa problemática. Logo, cabe ao governo, entidade máxima do poder, promover ações a respeito da criação de meio que garantam a formação completa do indivíduo. Tal ação deve ser executado por intermédio do Ministério da Educação na criação de instituições com ensino básico de qualidade e eficaz que garantam a capacitação ampla de leitura e interpretação, a fim de acabar com a desigualdade entre o alfabetizado e o iletrado funcional. Com tais ações, espera-se que a utopia de More seja alcançada.