Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 31/10/2020

No ano de 2015, o Brasil assinou a Agenda 2030 da ONU que visava, entre outros objetivos, a busca por uma educação de qualidade e inclusiva até o ano de 2030. Todavia, 5 anos se passaram e nota-se um número significativo de analfabetos funcionais no Brasil, os quais possuem a capacidade de ler e escrever, mas não interpretam textos com eficiência. Essa nociva realidade tem como principal causa à ausência de políticas públicas eficientes, por parte do Estado, e torna essa parcela populacional suscetível à manipulação e à marginalização.

Em primeiro momento, é de suma importância ressaltar como a falta de políticas públicas eficientes influencia, severamente, o analfabetismo funcional no Brasil. Nesse sentido, quando um Estado não prioriza a formação de cidadãos críticos e questionadores, é provável que não invista em projetos para reduzir esse tipo de analfabetismo. Essa realidade é nítida no dado do jornal O Tempo (2018), o qual mostra que 30% da população nacional é analfabeta funcional – aproximadamente 60 milhões de pessoas – um número que mostra, principalmente, o descaso governamental com esses cidadãos.

Como consequência dos baixos investimentos, forma-se uma sociedade acrítica e passiva, a qual é facilmente manipulável por seus superiores. Dessa forma, é possível inferir que o analfabetismo funcional é uma ferramenta em um ciclo vicioso de desinformação e descaso com a educação da nação. Esse comportamento é, totalmente, anticonstitucional, visto que o artigo 6º garante direito à educação e uma educação de qualidade somente é atingida por meio do senso crítico e de questionamentos.

Infere-se, portanto, que o analfabetismo funcional possui sérios obstáculos para ser extinto. Entretanto, medidas podem reverter esse processo. O Ministério da Educação pode promover cursos de interpretação de textos online, por meio de parceria com ONGs e profissionais da educação, a fim de que a exorbitante porcentagem de analfabetos funcionais seja reduzida. Ademais as escolas podem promover reforços para alunos com dificuldades interpretativas, por meio de parcerias com estudantes de letras de universidades públicas ou privada, com o propósito de promover o senso crítico em crianças e adolescentes. Somente por meio dessas medidas será possível minimizar o analfabetismo funcional e garantir que o artigo 6º seja devidamente cumprido à essa parte da nação.