Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 16/06/2020

A pós-modernidade foi concebida pelo advento da Terceira Revolução Industrial, a qual apresentou a tecnologia para a população. A contemporaneidade, ainda pode ser caracterizada, segundo a escritora Marcia Tiburi, como a Era da Informação, posto que os meios tecnológicos disseminam rapidamente as notícias por meio das redes sociais. A partir disso, é possível verificar uma analogia entre a citação da escritora e os desafios que o analfabetismo funcional apresentam no Brasil, como a dificuldade de interpretação de texto e a facilidade de compartilhar notícias sem entender seu conteúdo.

O primeiro desafio que colabora para a persistência do analfabetismo funcional no Brasil é a objeção que alguns indivíduos apresentam ao tentar interpretar textos ou fazer contas básicas de matemática. Isso porque, uma pesquisa realizada pelo Ministério da Educação demonstrou que mais de setenta por cento dos brasileiros apresentam dificuldades em entender as ideias centrais dos textos, incluindo nessa porcentagem aqueles indivíduos que já possuem um diploma de nível superior. A mesma fonte também revela que desses setenta por cento, cinquenta, não sabem que estão inclusos nesse estágio. Dessa forma, ilustra-se que o analfabetismo funcional faz parte da vida de muitos brasileiros, os quais nem se quer sabem que são afetados por esse processo.

O segundo desafio que ajuda na permanência do analfabetismo funcional no cotidiano dos brasileiros é que a pós-modernidade, ao ser considerada como a Era da Informação, acaba banalizando, segundo Marcia Tiburi, o conhecimento. Posto que existe uma maior facilidade em compartilhar notícias sem necessariamente entender seu conteúdo, usando ferramentas como o facebook. O Indicador de Analfabetismo Funcional demonstrou que esse público tem mais chance de compartilhar informações mal formuladas, já que não entendem as ideias centrais dos textos. Portanto, observa-se que o excesso de informação e a falta de conhecimento são empecilhos que interferem diretamente na manutenção do analfabetismo funcional no Brasil.

Diante do exposto, é necessário que o Ministério da Educação, com a ajuda das secretarias estaduais, instituam, por meio de um Projeto Político Pedagógico, uma disciplina que ensine os alunos, tanto de nível médio, como de, superior, a entender as ideias centrais dos textos e explicar a importância da matemática básica no cotidiano. Essa intervenção deve acontecer com a finalidade de diminuir o índice de analfabetismo funcional no Brasil, apresentando uma alternativa para esse problema. Esse Ministério também deve promover, por meio de debates e rodas de conversa, a importância de se ter o conhecimento para fundamentar as informações, a fim de que o analfabetismo funcional não seja mais uma realidade brasileira retratada pelas redes sociais.

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