Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 18/06/2020

No século XVI, os padres jesuítas utilizavam o ensino e a alfabetização para a conversão de indígenas ao Cristianismo, não visando uma consciência crítica. Nos tempos atuais não é diferente, visto que a negligência governamental e a omissão do apoio familiar causam o analfabetismo funcional.

No livro “Pedagogia da autonomia”, do educador Paulo Freire, é explícito que o papel da escola não é transferir conhecimento, mas sim a possibilidade para a sua própria construção. Logo, com a falta de políticas educacionais, a metodologia das escolas brasileiras é precária e os alunos não desenvolvem pensamentos críticos, que são fundamentais para a transformação social.

Ademais, o letramento não cabe somente à escola, também deve ter o papel familiar. Porém, muitos pais não leem e/ou não são alfabetizados, portanto não despertarão esse hábito nos seus filhos. Consequentemente, muitas crianças crescem manifestando dificuldades de aprendizagem, como a falta de interpretação e realização de operações matemáticas mais elaboradas.

Sendo assim, diante dos argumentos mencionados, conclui-se que medidas devem ser tomadas. Estas, por sua vez, são responsabilidade do Governo Federal, através do Ministério da Educação, oferecer cursos aos professores para incluírem o pensamento interpretativo e crítico nas escolas, a fim de diminuir a quantidade de analfabetos funcionais. Desse modo, podemos abrandar as práticas dos padres jesuítas no ensino brasileiro.