Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 02/07/2020
O advento da globalização no final do século XX e início do século XXI estabeleceu mundialmente uma integração – tecnológica e política entre os países. Entretanto, na era da informação essa inserção traz consigo a desigualdade social, a qual deixa brasileiros a mercê do analfabetismo, visto que nem todos os países acompanham o acelerado ritmo do desenvolvimento. Com efeito, um diálogo entre sociedade e Estado sobre os caminhos para reduzir os índices de analfabetos é medida que se impõe.
Em primeiro plano, é valido ressaltar que de modo geral os cidadãos iletrados enfrentam grandes desafios no dia-a-dia. Esse fator pode ser comprovado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o qual revela que cerca de 6,8% da população é analfabeto total, ou seja, não sabe escrever o próprio nome e 29% é analfabeto funcional, isto é, não consegue interpretar textos básicos. Ora, essa parcela de pessoas ocupam os menores cargos trabalhistas, já que estas não tem as qualificações que o mundo globalizado impôs. Logo, não é razoável que mesmo no século XXI as pessoas não tenham o básico da educação.
Sob outra análise, o fator atrelado aos altos índices de analfabetismo é a evasão escolar. Nesse viés, Aristóteles criou o conceito de isonomia, relacionado a capacidade dos indivíduos se adaptarem às necessidades dos outros, o que não ocorre. Haja vista, que a desigualdade social existente é a principal causa que submete a população a abandonar os estudos, antes mesmo de aprender o básico: ler e escrever.
Urge, portanto, a necessidade de propor medidas para mitigar tal problemática. Dessarte, cabe ao Ministério da Educação promover o ensino a todas as camadas sociais, por meio de medidas que se adequem a realidade dos brasileiros, bem como dar amplitude a projetos sociais de alfabetização e Educação para Jovens e Adultos (EJA). Além disso, compete ao Governo do Estado criar parcerias com as câmaras municipais, a fim de que estas façam uma minuciosa fiscalização aos projetos de alfabetização, para que de fato possa se reduzir o número de analfabetos em todas regiões do Brasil.