Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 09/07/2020
O Renascimento foi marcado pela ascensão de figuras ilustres e polímatas, por exemplo Leonardo da Vinci que se destacou como pintor, matemático, botânico, cientista e em mais áreas com plena excelência. Hodiernamente, a sociedade brasileira mostra se díspar à mentalidade renascentista uma vez que há indivíduos incapazes de interpretar textos e de realizarem operações matemáticas. Logo, cabe analisar tanto a ineficiência pedagógica quanto a carência à leitura como elementos que circundam esse cenário.
A princípio faz se necessário avaliar o método educacional empregado em escolas brasileiras como contribuintes ao analfabetismo funcional, uma vez que o ensino não é interligado à realidade do aluno, o qual por falta de vinculo e apreço tende a negligenciar seu aprendizado. Nesse aspecto, Paulo Freire propõe que a educação deve ser realizada mediante as experiências e cotidiano do estudante, resultando em maior interesse e performance. Logo, pode se propor que a alfabetização mecânica, oposição ao raciocínio freiriano, tende a prejudicar a experiencia estudantil.
Outrossim, é necessário salientar que o brasileiro não cultiva o hábito de ler, o que compromete diretamente a sua habilidade de interpretação. Segundo o pensamento Durkheimiano, a fase de socialização primaria (infância e juventude) tem o importante papel de construir hábitos e manias, sendo estes transmitidos por meio da família e escola. Por conseguinte, pode se considerar que a falta de incentivo familiar à leitura, devido a fatores socioculturais, tende a afastar o interesse pela literatura e contribuir para uma futura dificuldade em interpretação.
Urge, portanto, necessidade de mudança desse cenário nefasto. Cabe a família em conjunto com a escola incentivar a leitura por meio da aplicação de livros obrigatórios e estimulo dos responsáveis para que o projeto ocorra com perfeição, para que assim a interpretação de texto se torne mais clara para os alunos e diminua o número de analfabetos fucnionais.