Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 13/07/2020
De acordo com o 6° artigo da Carta Magna, o Estado é responsável pela garantia de múltiplos direitos à população, dentre eles a educação. Contudo, o que se observa na realidade é o oposto, uma vez que que o analfabetismo funcional no Brasil gera obstáculos para a conclusão desse dever constitucional. Esse cenário antagônico tanto é fruto de uma má administração governamental quanto de uma crise financeira presente no país. À frente disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos.
Em primeiro ponto, é fulcral pontuar que o analfabetismo funcional deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tal analfabetismo. Segundo o pensa- dor Thomas Hobbes, o Estado é responsável pelo bem-estar de toda a nação, no entanto, isso não ocorre no país devido a falta de operação de agentes federais, bem como o MEC(Ministério da Educação), em razão de que ele não atua de forma efetiva para amenizar o problema abordado, já que o foco do órgão é abolir o analfabetismo absoluto segundo o jornal “Direito do Estado”, logo, outros modos iletrados vêm crescendo exponencialmente e, por conseguinte, gera a escassez da mão de obra qualificada, à vista disso, torna-se crescente o desemprego nacional, consoante ao blog “Info Net”. Desse modo, faz-se mister uma reformulação nesse sistema estatal.
Em segunda análise, é imperativo ressaltar a crise econômica como promotora da contenda, posto que a revista “Gazeta do Povo” disponibilizou dados em que a economia não permite avanços em diversas áreas, como educação e infraestrutura. Ao partir desse pressuposto, origina-se a “modernidade líquida” vivida no século XXI, em concordância com o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, essa modernidade descende da falta de solidez nas relações sociais, políticas e financeiras. Sob esse viés, pode-se apontar tal contemporaneidade como um empecilho à consolidação de uma solução, pois sem verba direcionada aos institutos educacionais, torna-se eminente o desenvolvimento do analfabetismo funcional no Brasil.
Portanto, infere-se que ainda há entraves para garantir o fim da problemática, Destarte, com intuito de mitigar o conflito, urge que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Estado, será revertido em programas que não abusem da pouca verba nacional, mediante o MEC, objetivando implantar instrumentos com a afinidade de regredir a curva de crescimento do analfabetismo funcional. Dessa maneira, o Brasil poderá exercer os deves impostos pelo 6° artigo da Carta Magna.