Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 14/07/2020
De acordo com o 6° artigo da Carta Magna, o Estado é responsável pela garantia de múltiplos direitos à população, dentre eles a educação. Contudo, o que se observa na realidade é oposto, uma vez que o analfabetismo funcional no Brasil gera obstáculos para a conclusão desse dever constitucional. Esse cenário antagônico tanto é fruto de uma má administração governamental quanto de uma crise financeira no país. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos.
Em primeiro ponto, é fulcral pontuar que o analfabetismo funcional deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam o problema. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado tem a responsabilidade de garantir o bem-estar de toda a nação, entretanto, isso não ocorre no Brasil devido à falta de operação de agentes federais, bem como o MEC(Ministério da Educação), em razão de que ele não atua de forma efetiva para amenizar a contenda, já que o foco do órgão é abolir o analfabetismo absoluto, logo, outros modelos iletrados vêm crescendo exponencialmente e, por conseguinte, gera a escassez de mão de obra qualificada, consoante ao jornal “Direito do Estado”, á vista disso, torna-se crescente o desemprego nacional, em harmonia com o blog “Info Net”. Desse modo, em conformidade com Hobbes, é dever estatal reverter essa situação.
Em segunda análise, vale salientar a crise econômica como promotora do crescimento exorbitante de analfabetismo funcional no Brasil, posto que a revista “Gazeta do Povo” disponibilizou dados em que a economia nacional não permite avanços em diversos pontos, entre eles, educação e infraestrutura. Ao partir desse pressuposto, origina-se a “Modernidade Líquida” vivida no século XXI, em concordância com o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, essa hodiernidade descende da falta de solidez nas relações sociais, políticas e financeiras. Sob esse viés, pode-se apontar tal contemporaneidade como um empecilho à consolidação de uma solução, pois, sem investimentos direcionados aos institutos educacionais, torna-se eminente a progressão do analfabetismo funcional na sociedade brasileira.
Portanto, infere-se que ainda há entraves para garantir o fim da problemática. Destarte, com o intuito de mitigar o conflito, urge que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Estado, não ultrapasse a verba nacional disponível, mediante o MEC, objetivando instalar instrumentos a fim de aperfeiçoar as políticas educacionais, com a finalidade de regredir os altos índices de analfabetismo. Dessa maneira, o Brasil poderá executar os deveres impostos pelo 6° artigo da Carta Magna.