Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 18/08/2020
O analfabetismo funcional, situação vivida por milhares de brasileiros, caracteriza-se pelo não desenvolvimento de habilidades básicas, como, leitura, escrita, operações matemáticas, compatíveis com o nível de escolaridade do indivíduo. A falta desses conhecimentos pode comprometer a vida pessoal, social e profissional, causando problemas como exclusão, discriminação e dificuldade na comunicação, dois fatores evidentes dessa situação são a desigualdade educacional e a proliferação de notícias falsas por parte dessas pessoas. Em consequência disso, deve-se discutir sobre o analfabetismo funcional.
Em primeiro lugar, pode-se ressaltar a desigualdade educacional, visto que a educação no Brasil, de modo geral, apresenta inúmeros problemas, como facilidades de aprovação, deficiências infraestruturais e ensino básico precário. A Constituição Federal de 1988 assegura que é dever do Estado promover o pleno desenvolvimento educacional da população, contudo, dados do INAF (Indicador de Analfabetismo Funcional), provam que esses direitos não estão sendo cumpridos, mesmo no ensino superior, cerca de 38% dos estudantes seriam incapazes de localizar informações e compreender textos curtos.
Posteriormente, deve-se discutir sobre a proliferação de notícias falsas, em uma pesquisa realizada pelo INAF, mesmo com suas dificuldades os analfabetos funcionais são usuários frequentes das redes sociais. Entre eles, 86% usam o WhatsApp e 72% são adeptos do Facebook, por terem dificuldade de interpretação de texto, eles acabam ficando mais vulneráveis a desinformação, por isso a presença das redes sociais no dia a dia dessa população deve ser vista com atenção, uma vez que “fake news” são distribuídas em texto, foto, vídeo e áudio sem que os usuários estejam preparados para saber o que é verdade e o que é mentira, desta forma, notícias falsas são mais compartilhadas do que as verdadeiras, prejudicando não só quem à compartilha como a sociedade em um todo.
Portanto, é preciso procurar maneiras de reduzir o analfabetismo funcional. Desse modo, o Ministério da Educação em parceria com as famílias devem criar oficinas educativas, a serem desenvolvidas principalmente em escolas, além de providenciar melhorias para projetos como o EJA (Educação de Jovens e Adultos) buscando incentivar a participação das pessoas. Cabe também, à mídia elaborar campanhas de fácil entendimento contra as fake news, evitando que analfabetos funcionais compartilhem tais informações.