Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 19/07/2020

Em sua obra “A Cidade do Sol”, o célebre escritor renascentista Thomasso Camponella, disserta acerca de uma sociedade considerada plena e ideal, sobretudo, no que se refere a ausência de adversidades. Contrariamente, o observado na coletividade brasileira é o oposto da conjuntura descrita pelo autor, haja vista que a redução do analfabetismo funcional apresenta obstáculos. Diante disso, ao invés de atuarem para tentar aproximar as duas vivências, fatores como a omissão governamental, juntamente a inoperância do corpo social, dificultam a concretização desse processo.

Sob esse viés, torna-se válido ressaltar que a atuação do Governo é um elemento primordial no progresso de uma nação. No presente, operando a nona posição na economia mundial, de acordo com o FMI (Fundo Monetário Internacional), seria coerente crer que o Brasil dispõe de uma ótima sistematização pública de ensino. Todavia, o real é justamente o oposto, e a resultância desse contraste é claramente refletido no analfabetismo funcional. Dessarte, segundo o político contratualista Thomas Hobbes, o Estado é o principal responsável por garantir o bem-estar da população. No entanto, diante dessas ações, ao negligenciar a resolução da problemática, seguiremos caminhando ao rompimento desse contrato social.

Ademais, é notório que a insuficiente atuação social é um dos principais motivos para o desenvolvimento do analfabetismo funcional. Dado que, na matemática, conjunto é tido como a soma de inúmeros elementos. Sendo assim, fora do contexto metodológico matemático, a sociedade é composta por indivíduos que devem agir conforme a máxima que gostariam de ver aplicada. Dessa forma, torna-se nítido o dever da família, ou corpo social no qual o indivíduo está inserido, complementar a educação  dada pela escola e, dessa forma, sanar possíveis dificuldades cognitivas, como por exemplo, a falta de interpretação. Assim, é imprescindível uma modificação no comportamento individual.

Infere-se, portanto, a necessidade de alternativas para combater os entraves do analfabetismo funcional. Em vista disso, torna-se necessário que o Ministério da Educação, juntamente ao Governo Federal, promova um maior repasse de investimentos para a educação, especificamente para as escolas de rede pública. Em suma, à ação deve ser feita por intermédio de emendas constitucionais, as quais promovam a destinação de capital para os múltiplos estados do Brasil, principalmente, para as áreas atestadas com maior precariedade nos sistemas educativos, com o intuito de motivar e estimular a criticidade e interpretação dos indivíduos. Além disso, é crucial a propagação de informações sobre o analfabestismo funcional . Só assim, a coletividade alcançará a “Cidado do Sol” descrita por Camponella.