Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 19/07/2020

De acordo com o filósofo Immanuel Kant: “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”. Assim, tal pensamento deixa claro a importância do ensino para o desenvolvimento do indivíduo. Todavia, é cada vez mais preocupante o número de brasileiros que, embora saibam reconhecer letras e números, são incapazes de compreender textos simples. Nesse contexto, surge a necessidade de discutir o papel do Estado, dos professores e da família na busca por alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil.

A priori, convém esclarecer que, conforme a Constituição Federal de 1988, cabe ao Estado assegurar uma educação de qualidade a toda a população. No entanto, apenas 5% do PIB (Produto Interno Bruto) é investido nessa área, sendo a maior parcela destinada às universidades, segundo dados do Ministério da Educação (MEC). Fato que explica porque o sistema público, sobretudo o ensino básico, é ineficiente e a alfabetização é incompleta. Desse o modo, é impreterível mais investimentos para que o princípio constitucional seja garantido.

Ademais, a atuação de pais e de professores, de forma conjunta, é um passo primordial para combater o problema. Para tanto, a família deve compreender que também é responsável pelo aprendizado de seus filhos e precisa participar ativamente de sua vida escolar. Já aos professores, cabe o papel de estimular discussão sobre os assuntos abordados, a fim de que os estudantes sejam capazes de empregar o conhecimento adquirido fora da sala de aula, tal como deve ser. Afinal, como dito pelo educador Paulo Freire: “A educação deve ser crítica, pois, assim, ela será libertadora”.

Sendo assim, tendo em vista que existem sim alternativas para reduzir a problemática supracitada, é fundamental que o Governo Federal crie uma política nacional para combater o analfabetismo funcional. Para isso, mais recursos financeiros devem ser destinados a projetos de alfabetização no ensino básico, com ênfase na educação infantil e de jovens e adultos (EJA). O fito de tal ação é investir em infraestrutura, material didático e na capacitação de professores para que o processo de aprendizagem seja mais eficiente. Dessa forma, uma educação melhor fará homens melhores.