Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 03/08/2020
Entende-se por analfabetismo funcional a pessoa que, embora reconheça números e letras, não desenvolve habilidades de leitura, escrita, interpretação de textos e realização de operações matemáticas. No Brasil, a taxa de analfabetismo funcional é consideravelmente alta, com mais de 13 milhões de pessoas, segundo dados do Indicador do Alfabetismo Funcional (Inaf). Dessa forma, a elevada taxa de pessoas iletradas é decorrente da negligência estatal, interferindo no desenvolvimento econômico e pessoal.
Em primeiro plano, faz-se necessário observar como o Governo trata esse assunto. O presidente da República, Jair Bolsonaro, fez um corte no orçamento do Ministério da Educação (MEC), o valor passando de R$ 122 bilhões em 2019, para R$ 101 bilhões em 2020. Soma-se a isso, que essa redução afetará de forma direta a educação básica, que atende crianças e adolescentes, e nos quais precisam de mais apoio para a redução na taxa do analfabetismo funcional.
Outrossim, cabe salientar que o analfabetismo funcional prejudica o desenvolvimento pessoal e econômico. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), em 2015, a taxa de desocupação entre pessoas de 14 a 17 anos ficou em 45,2% no primeiro trimestre do ano. Nesse viés, o desemprego é muito recorrente pelos jovens que terminaram o ensino médio recente, mas não possuem qualificação o suficiente para ingressar no mercado de trabalho.
Urge, portanto, alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil. Logo, cabe ao Governo Federal, em conjuntura com o Ministério da Educação, elaborar politicas públicas, com a elaboração de projetos integradores nas escolas que visem estimular o interesse do jovem às práticas de escrita e leitura, com a escola acompanhando o progresso em conjunto com o aluno. Desse modo, será possível garantir uma educação básica de qualidade, que ajudará no seu desenvolvimento para o mercado de trabalho.