Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 09/08/2020

O Brasil passa por problemas que, por conta do seu histórico, tendem a agravar paulatinamente o bem-estar da população, um deles é o analfabetismo funcional. Este termo é caracterizado pela dificuldade de compreensão, interpretação e análise de textos, causando desinformação e, por consequência, a evasão de grande parte de jovens da escola.

Em verdade, A maior parcela de indivíduos que apresentam este tipo de impasse se concentra na faixa do ensino fundamental para o médio. Nestes, a quantidade de professores é aumentada e a pressão em relação à preparação para o vestibular também.Sob essa ótica, pode-se afirmar que se monta uma cultura de massificação da educação com aulas e provas cada vez mais conteudistas, causando uma homogeneização do tratamento para com os alunos. O que, na infância se obtinha com um tipo de aprendizagem voltado à personalidade, dificuldade e destreza de cada pessoa, no outro momento se torna totalmente o oposto.  Estes jovens se deparam com um forte impacto diante dessa troca e isso se reflete na forma que se analisa e percebe o seu redor.

Diante disso, o analfabetismo funcional é agravado por problemas de desigualdade em várias esferas como racial, étnica, social e econômica. Sob essa visão, revela-se um elevado número de estudantes que se esvai das instituições de ensino para tentar sua própria sobrevivência no país, comprometendo seu grau de instrução, compreensão de textos e composições de lógica e matemática e, também, a formação e crescimento de subempregos. Isso tudo, se deve, em grande parte, ao contexto histórico brasileiro que, por sua vez, carrega marcas negativas. Por exemplo, em 1850 surge a lei de terras devolutas quando se iniciou a comercialização de propriedades apenas para quem possuía condições financeiras, e 1889 quando se assinou a lei Áurea que promovia a libertação de escravos africanos, porém não havia uma política de inserção destes na sociedade, excluindo, ainda mais, boa parte da população.

Em conclusão, esse distúrbio é causado pela forma como os colégios particulares e públicos tratam seus alunos, além disso, tem-se a notável participação do governo nessa questão, pois negligencia o assunto, não trazendo políticas para a mudança na aprendizagem. Estes agentes devem entrar em discussão para a adoção de medidas, como a particularização do ensino, levando em conta as habilidades pessoais de cada um e a amenização da massificação do conteúdo escolar. Com isso, o indivíduo terá um desenvolvimento pessoal no campo do conhecimento muito mais abrangente e analítico.