Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 07/08/2020

Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, ou seja, em que o corpo social se padroniza pela ausência de conflitos. No entanto, o analfabetismo funcional ainda é uma realidade brasileira, dificultando comunicação e absorção de informações entre as pessoas, devido educação pública precária e evasão escolar. Nessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.

A priori, em 1808 a corte portuguesa desembarcou no Brasil e construíram a primeira universidade brasileira, destinada unicamente a alta sociedade. Entretanto, depois de séculos a educação de qualidade ainda está limitada a pessoas com elevada condição financeira. Consequentemente, há alto índice de analfabetismo funcional, pois, de acordo com o Indicador de Analfabetismo, apenas 8% dos brasileiros apresentam perfeito domínio da leitura e produção textual.

A posteriori, durante a Segunda Guerra Mundial era comum o trabalho de crianças em fábricas para contribuir na renda familiar e assim passar por períodos de miséria. Semelhantemente acontece com indivíduos que vivem na extrema pobreza, se sentem obrigados a abandonar a escola para trabalhar e assim sobreviver. Desse modo, sua formação educacional é prejudicada.

Logo, medidas são necessárias para resolver esse impasse, urge que a Receita Federal invista uma parcela dos impostos arrecadados na construção de bibliotecas, escolas públicas e na contratação de profissionais de educação qualificados, que incentivem o hábito da leitura. Ademais, faz-se necessário que o Ministério da Educação realize premiações em escolas públicas, como, vale compras para alunos que obterem os melhores índices de rendimento escolar como, boas notas, boa assiduidade e que possuem baixa renda familiar. Dessa forma, os alunos serão motivados a continuar na escola e a aprender e então os índices de analfabetismo funcional irão diminuir drasticamente e finalmente os planos de More serão concretizados.