Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 04/08/2020
De acordo com o inciso IV, artigo 84º, da Constituição Federal de 1988, é objetivo fundamental da República Federativa do Brasil garantir a política nacional de alfabetização, visto que esta é a incapacidade de um indivíduo quando não se compreende textos simples ou não possui domínio em operações básicas de matemática. Entretanto, é visível com a atual situação do país, que tal objetivo não é realizado, uma vez que grande parte dos brasileiros não possuem educação de qualidade, o que dificulta a alfabetização da população. Diante disso, deve-se averiguar como a ineficiência no sistema de alfabetização e o ensino de baixa qualidade provocam a problemática em questão.
Em primeiro lugar, é válido ressaltar que a falta de ineficiência no sistema de alfabetização contribui para o analfabetismo funcional. Devido a isso, confirma a fala de Ana Lucia Lima, diretora-executiva do Instituto Paulo Montenegro, a qual alega que: " A falta de interação com os alunos prolifera este contratempo, pois o profissional é quem distingue o aluno que necessita de um estudo mais aprofundado que os demais. Isto geralmente só é possível no ensino fundamental I, por obter um único professor que tem a capacidade de observar mais afundo os ideais de seus alunos." Portanto, é perceptível que um bom profissional é essencial para o desenvolvimento desses indivíduos, assim como uma relação afetiva com estes.
Em segunda análise, é fundamental enfatizar que o ensino de baixa qualidade influencia tal problema. Isso ocorre, porque há um descaso em geral com a educação do nosso país e a falta de investimentos nessa área, por isso essa sempre foi considerada deixada em segundo plano. Nessa lógica, consoante ao pensamento do filósofo Immanuel Kant, o qual diz que: " O ser humano é aquilo que a educação faz dele." De acordo com o termo supracitado, é evidente que se possuirmos uma educação de baixa qualidade, consequentemente a formação desses indivíduos também irá ser inferior, ocasionando o desenvolvimento de analfabetos funcionais.
Depreende-se, portanto, que a ineficiência no sistema de alfabetização e o ensino de baixa qualidade contribuem para a problemática em questão. Sendo assim, cabe ao governo, juntamente com o Ministério da Educação, ofertar a estas pessoas recursos necessários para combater o analfabetismo funcional, por meio de políticas públicas, campanhas, oficinas e palestras pautadas no incentivo a leitura e a escrita. Além disso, investimentos na infraestrutura das escolas e materiais eficazes em conjunto com profissionais capacitados. Só assim, o artigo 84º será efetuado e o Brasil reforçará a importância do aprendizado.