Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 05/08/2020
Política de marcha à ré
É comum que o analfabetismo esteja empregado na literatura brasileira, como em “Vidas Secas” no notável personagem Fabiano, pois é um tema que perdura nas gerações. Mesmo com avanços significativos na educação brasileira perpetua-se uma política que contribui com o cenário, a chamada aprovação automática que está regulamentada no art. 24 da Constituição Federal. Isto agrega um motor de analfabetismo funcional no país, em razão de uma “licença” educacional de progressão de séries que é invalida e trás consequências para o Brasil, como no mercado de trabalho e na política.
Primeiramente, a carta constitucional de 1988 estabelece a progressão regular das séries que influenciam as escolas na adoção da aprovação em seus espaços. Nesse sentido, tal prática é insustentável na educação, uma vez que admite o avanço de discentes para o mercado de trabalho. Dado isso, segundo a Confederação Nacional da Indústria as companhias têm dificuldades de encontrar mão-de-obra qualificada, sob esse prisma, demostra-se como políticas públicas podem afetar um país, devida a uma má administração governamental e suas leis.
Outrossim, os efeitos na sociedade, além do mercado de trabalho, é no cenário político. Nesse aspecto, as conhecidas notícias falsas tem uma maior circulação em ambientes de baixa escolaridade, à luz disso, à alfabetização funcional favorece a disseminação das “fake news”, visto a propagação que dão-se na população, pois, em conformidade com o Indicador Nacional de Analfabetismo, cerca de 30% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são analfabetos funcionais, ou seja, indivíduos que, em sua maioria estão aptos a votar.
Em suma, são necessárias mudanças para mitigar o cenário. Portanto, cabe ao Poder Público a retirada do parágrafo que admite a progressão regular e elabore um programa de educação que estruture melhor todos os espaços estudantis do país, por meio da taxação de fortunas que contribuiria para um salário digno para os docentes e ferramentas para à aprendizagem. Ademais, ao Ministério Público a fiscalização, por meio de visitais presenciais que diminuiria a má gestão, já que esse órgão tem como finalidade a investigação e a denúncia. Por consequência, melhoraria o ambiente do mercado de trabalho e do político, para fim de um desenvolvimento social.