Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 15/08/2020
Durante o Período Imperial do Brasil, em meados de 1808, a educação tinha caráter classista, ou seja, somente as classes mais altas poderiam se alfabetizar. Contudo, mesmo que ao longo das décadas isso tenha mudado, muitos ainda possuem uma grande defasagem, fazendo com que se tornem analfabetos funcionais, já que conseguem ler mas não compreendem de forma completa o assunto. Assim, é lícito afirmar que o sistema educacional vigente e a falta de motivação dos cidadãos são os principais motivos para a existência do analfabetismo funcional no Brasil.
Em primeira análise, é fundamental compreender como o atual sistema educacional pode intensificar o problema. De acordo com o grande educador brasileiro, Paulo Freire, deve-se conhecer as diferentes realidades que estão presentes nas salas de aula, para que então o conhecimento possa ser passado democraticamente e de maneira efetiva. Entretanto, nota-se que a metodologia usada atualmente é extremamente prejudicial, onde cada professor precisa lidar com dezenas de alunos ao mesmo tempo. Nesse viés, se torna necessário que o Governo Federal repense nos modelos de ensino que estão sendo usados.
Ademais, é indispensável destacar que a falta de motivação para ler ou estudar, é um grave obstáculo. Em uma pesquisa feita pelo jornal da Globo em 2018, foi revelado que 44% da população não pratica o hábito de leitura. Desse modo, fica evidente que a ausência desse costume deixa fortes mascas na sociedade, principalmente em relação a alfabetização, pois mesmo que o indivíduo saiba ler, não consegue interpretar textos simples, instruções ou até mesmo notícias do dia a dia. Isso é uma reflexão direta da falta de divulgação dos benefícios da leitura e carência de políticas públicas de incentivo.
Verifica-se, então, a necessidade de alternativas para amenizar o problema. Para isso, faz-se imprescindível que o Ministério da Educação, por intermédio de cursos e palestras, leve informações aos educadores sobre métodos que contribuam para ministrar aulas de forma mais clara e democrática, a fim de minimizar as barreiras entre professores e alunos. Paralelamente, é primordial que o Estado, junto à mídia, incentivem o povo a criar o hábito de leitura, fazendo campanhas que mostrem a necessidade desse ato, com o objetivo de diminuir o número de cidadãos com dificuldade de interpretação. Feito isso, a sociedade poderá superar seus desafios de alta taxa de analfabetismo funcional no Brasil.