Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 09/08/2020
O Renascimento foi um período histórico marcado pela ascensão de intelectuais, como Leonardo da Vinci, já que o conhecimento ficou acessível aos cidadãos europeus com o fim da Idade Média. Analogamente, o conhecimento tornou-se ainda mais alcançável no século XXI, porém, pouco aproveitado por uma parte da população que é portadora do analfabetismo funcional (capacidade de leitura e escrita mas com dificuldades de interpretação.) Assim, tal grupo torna-se suscetível ao poder manipulador e contribui com a veiculação de “Fake News”.
Mormente, é impossível negar que os cidadãos considerados analfabetos funcionais estão sujeitos ao sofrimento da manipulação. Acerca disso, é pertinente citar o ideário de Sigmund Freud, o qual define o pensamento como ensaio da ação. Em consonância, as mídias utilizam do controle mental em relação aos pensamentos dessa parcela social, que acaba agindo conforme o que lhe foi mostrado sem filtros, e assim torna qualquer informação uma “verdade absoluta”.
Por conseguinte, os cidadãos considerados analfabetos funcionais tendem a compartilhar informações falsas que a mídia lhes transmite. De fato, tal ação relaciona-se com o período do Estado Novo brasileiro, em que o presidente Getúlio Vargas compartilhou uma “Fake News” sobre ataques comunistas ao governo, utilizando esse pretexto para implementar uma ditadura no país. Nesse sentido, a difusão de informações falsas é inerente ao contexto dos analfabetos funcionais, que carecem da capacidade para discernir se tal conteúdo é real ou não, contribuindo com sua pertinência.
Torna-se evidente, portanto, que o analfabetismo funcional necessita de ações que forneçam sua erradicação no Brasil. Destarte, é imperioso que o Governo Federal desenvolva um curso online de interpretação textual, por meio de sua implementação acessível para todos os públicos, porém com foco nessa parcela populacional, trazendo o surgimento da capacidade de interpretar conteúdos e, assim, os analfabetos funcionais acabariam tornando-se um grupo inexiste na realidade do país atual.