Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 26/08/2020
No livro “Educação como prática da liberdade”, escrita por Paulo Freire, levanta-se a discussão a respeito da educação popular brasileira e o analfabetismo incompleto. Nesse cenário, o Brasil apresenta o analfabetismo funcional como um dos principais empecilhos na sociedade, reduzido, de modo geral, às classes média e baixa. Sobretudo, essa problemática afeta de modo significativo o dia a dia dessas populações, que são constantemente negligenciadas.
Em primeiro plano, a manutenção da desigualdade social no país se torna desfavorável para que a educação para as populações mais precárias se aprimore, pois esse estado estático reflete na evasão escolar juvenil no meio do processo de ensino. Em sua obra, Paulo Freire afirma que essa estrutura é mantida pela classe dominante devido aos seus interesses políticos. Dessa maneira, o analfabetismo funcional, acima de tudo, é uma questão política que causa sucessivos danos na educação da maior parcela da sociedade brasileira.
Em consequência, no dia a dia desses analfabetos, esse problema acarreta complicações, a exemplo, principalmente, da dificuldade de leitura e de interpretação textual, bem como do domínio das quatro operações básicas. Prova disso são dados do IBGE, os quais demonstram que aproximadamente 11,3 milhões de brasileiros não apresentam leitura adequada. Assim, a ausência dessas habilidades, causada pela evasão escolar e seguida pelo analfabetismo funcional, impacta, a longo prazo, na dificuldade dessas pessoas se desenvolverem economicamente em um país que cada vez mais exige uma formação básica.
Portanto, mediante o exposto, cabe ao Ministério da Educação (MEC) qualificar a educação brasileira, por meio do aprimoramento das estruturas das escolas, a priori periféricas, com a construção de bibliotecas e laboratórios, e também a inserção oficinas que reforcem a base escolar dos alunos. Ainda, o Supremo Tribunal Federal (STF) deve acabar com a evasão escolar, pela criação de uma lei que distribua uma renda adequada para os estudantes com condições mais precárias. Com essas medidas, o analfabetismo funcional será reduzido, tendo em vista que os alunos poderão se manter nas escolas sem necessitar de um trabalho e serão preparados corretamente para que possam ser excelentes profissionais.