Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 18/08/2020

A chegada da família real portuguesa, em 1808, foi um marco histórico, uma vez que possibilitou investimentos em vários espaços sociais em prol do desenvolvimento da nova colonia. Entretanto, no brasil hodierno, o pais encontra-se em condições opostas ao que foi proposto na época, com os atuais desafios no que tange o analfabetismo funcional. Isso se deve, ora pela negligencia educacional, o que causa a dificuldade na entrada ao mercado de trabalho. Portanto, medidas devem ser tomadas por entes que tenham a incumbência de minimizar essa serie de problemáticas.

Em primeira analise, é notório destacar que a ausência de uma educação de base de qualidade faz-se presente na atualidade. A essa premissa, é visto que os responsáveis pela gestão publica não apresentam politicas eficazes, com falta de uma infraestrutura necessária para a alfabetização dos seus alunos, alem de muitas escolas não possuírem o essencial para o funcionamento. Nesse sentido, segundo Emilie Durkheim, a sociedade é como um corpo biológico, com partes que interagem entre si para uma boa ação; contudo, a visão durkheimiana é ignorada no cenário atual. Apesar de que, na Constituição de 1988, a educação básica de qualidade é assegurada pelo Estado, mas não ocorre na pratica. Desse modo, nota-se o desamparo estrutural com essa questão.

Percebe-se, também, que o analfabetismo funcional traz impactos para a vida profissional do cidadão. A esse respeito, pessoas com baixa escolaridade, geralmente, apresentam mais dificuldade no momento de conseguir uma vaga de emprego, o que gera diminuição nas oportunidades e acentua a exclusão social no país. Sob essa visão, segundo uma pesquisa do IPM, de 2017, 28% da população é considerada analfabeta funcional, com indivíduos entre 20 a 60 anos de idade; ou seja, a massa populacional que se encontra no mercado de trabalho e encontra diversos problemas, uma vez que essa situação molda a vida desses cidadãos. Assim, repara-se a relevância em mudar essa realidade.

Logo, é notável que a ausência de uma educação de base, além das adversidades no mercado de trabalho, são empecilhos que devem ser atenuados. Para isso, cabe ao Ministério da Educação, por meio das escolas, a criação de projetos que invistam na construção e restruturações de espaços estudantis, como a educação básica e creches, os quais incentivem o gosto pela leitura e escrita, com a entrega de livros didáticos que os estimulem, a fim de reduzir os males provocados pelo analfabetismo funcional. Outrossim, o Ministério do Trabalho, em parceria com escolas profissionalizantes, deve elaborar um projeto que oferece cursos, na qual possam estimular a volta a vida colegial, com meios que busquem facilitem o ensino, de forma lúdica, no objetivo de aumentar a procura por um ensino que transforma não apenas a vida pessoal do cidadão, mas também profissional.