Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 16/08/2020

No filme Capitão Fantástico, dirigido por Matt Ross, o personagem Ben – pai de 3 filhos – incentiva constantemente o desenvolvimento do hábito de leitura e a habilidade de debate critico entre as crianças. Fora da película, essas aptidões ainda não são dominadas por todos os brasileiros, uma vez que o analfabetismo funcional ainda constitui um grave problema no país. Com efeito, a fim de amenizar esse problema, há de se combater a inobservância estatal e a desigualdade social como catalisador dessa mazela educacional.

A priori, a inação do Estado denuncia o descaso para o combate efetivo do analfabetismo funcional. Segundo o artigo 205, da Constituição Federal, é dever do Estado promover e incentivar uma educação de qualidade. No entanto, a ausência de políticas públicas de escolarização eficientes, que fomente um ensino robusto e capaz de desenvolver o indivíduo, vai de encontro ao princípio jurídico. Dessa forma, esses são incapazes de experimentar uma educação de qualidade e, por conseguinte, impedidos de superar o analfabetismo. Assim, enquanto essa for a realidade, o direito constitucional é protelado.

A posteriori, a desigualdade social contribui no agrave desse problema. Isso porque a condição de vulnerabilidade social a que muitos indivíduos estão submetidos inviabiliza que esses tenham acesso pleno à educação de qualidade. Logo, deficientes até mesmo de habilidades básicas, esses padecem excluídos do processo educacional e, consequentemente, incapacitados de superar a barreira da alfabetização elementar. Prova disso é o dado do IBOPE, a qual 29% dos brasileiros -entre 15 e 69 anos- são analfabetos funcionais.

Fica claro, portanto, que são necessário alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no país. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação, instância máxima de administração dos aspectos educacionais do país, promover programas de escolarização, focado no EJA – Educação de Jovens e Adultos- mediante direcionamento de verbas para a educação básica, a fim de fomentar a alfabetização desses indivíduos, principalmente aqueles em condição de vulnerabilidade socioeconômica. Dessa maneira, o bom exemplo representado em Capitão Fantástico seja também uma realidade no Brasil.