Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 16/08/2020
A Declaração Universal dos Direitos Humanos- promulgada em 1948 pela ONU- assegura a todos os indivíduos o direito à educação e ao bem-estar social. No entanto, o que se observa na realidade brasileira discorda-se dessa narrativa, visto que há uma crescente exponencial nos índices de analfabetismo funcional na população do país. Esse cenário é fruto tanto a negligência o Estado quanto da desigualdade social.
Primeiramente, evidencia-se, por parte do Estado, a ausência de políticas públicas suficientemente efetivas que combatam as limitações acerca da interpretação textual entre os brasileiros. Partindo desse pressuposto, embora prevista na Constituição Federal de 1988 o direito à educação, no qual todos os cidadãos possuem garantias para um ensino de qualidade, todavia há uma divergência estrutural acerca desse quadro. Além disso, esse panorama amplia a disseminação de notícias falsas no Brasil.
Em Segunda Instância, é imperativo ressaltar a disparidade socioeducacional como promotora do problema.Segundo o IBGE, um por cento da população concentra vinte e oito por cento de todo o capital da união, desse modo, expressando a má distribuição de renda no Brasil, de tal forma refletindo diretamente na desigualdade entre o ensino público e privado. Ademais, essa assimetria educativa transparece as dificuldades de interpretação de textos simples por conta da falta de um investimento efetivo nas escolas públicas.
Portanto, medidas exequíveis devem ser tomadas para conter o avanço dessa problemática. Logo, necessita-se que o Tribunal de Contas da União direcione capita que, por intermédio do Ministério da Educação, seja revertida em um maior investimento na educação de base no ensino público, por meio da disponibilização de aulas extras e cursos de interpretação textual, assim, amenizando a desigualdade interpretativa no país. Dessa forma, espera-se reduzir o analfabetismo funcional no Brasil.