Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 18/08/2020
A educação é um elemento primordial no progresso de uma nação. No presente, operando a nona posição na economia mundial, seria coerente crer que o Brasil dispõe de uma ótima sistematização pública de ensino. Todavia, o real é justamente o oposto e a relutância desse contraste é claramente refletido no alto indice de analfabetos funcionais. Esse cenário antagônico é fruto tanto do descaso do governo com a educação, quanto da ineficiência no sistema de alfabetização atual. Portanto, urge que medidas sejam tomada a fim de sanar este imbróglio na sociedade.
Vale ressaltar, a príncipio, a falta de investimentos na educação pública no Brasil é evidenciada pela mau funcionamento da escolas, que carecem de infraestrutura apropriada, materiais didáticos e, muitas das vezes, de profissionais bem remunerados. Sob esse viés, para o sociólogo brasileiro Darcy Ribeiro, a crise da educação no Brasil não é uma crise; é um projeto. Sendo assim, o sucateamento acaba gerando descrédito e tornando as escolas espaços menos atrativo as crianças e adolescentes, contribuindo para á evasão escolar, e cooperando para o analfabetismo funcional.
Outrossim, a inabilidade Estatal em favorecer uma alfabetização de qualidade, corroboram para a permancencia deste óbice. Para o sociólogo e antropólogo Darcy Ribeiro, na educação brasileira existe uma relação de ‘‘pacto da mediocridade’’, que designa a situação em que os professores fingem que ensinam e os alunos fingem que aprendem. Esse tipo de situação, contribuem para que os alunos terminem o ensino médio sem que tenham realmente absorvido algum aprendizado, interferindo na sua capacitação e, posteriormente, inserção no mercado de trabalho.
Diante dos argumentos supracitados, torna-se evidente o papel do Governo federal, como instância máxima de administração executiva, em direcionar verba ao Ministério da Educação, para que se possa viabilizar melhorias na educação primária, valorizando o início da alfabetização, e melhor remuneração ao corpo docente das escolas. Nesse sentido, o fito de tal ação é melhorar as instituições tornando-as cativante, e valorizar os professores para que se possa ter profissionais satisfeitos e motivados a passar uma educação de excelência. Dessa forma, esse problema será gradativamente erradicado, pois, conforme o Gabriel O pensador, ‘‘Na mudança do presente a gente molda o futuro’’.