Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 07/09/2020

No Brasil, segundo dados do INAF(Indicador de Analfabetismo Funcional), três em cada dez jovens e adultos entre 15 e 64 anos são considerados analfabetos funcionais. Intensificado pela ineficiência do sistema educacional e definido pela dificuldade que os indivíduos demostram ao ler, interpretar textos e resolver operações matemáticas, embora já tenham concluído os estudos, o analfabetismo funcional tem prejudicado e desenvolvimento intelectual e profissional dos mesmos. Nesse sentido, convém analisar os principais fatores, efeitos e possíveis medidas relacionadas a esse viés social.

Em primeira análise, cabe ressaltar que a Constituição Cidadã, promulgada em 1988, tem como uma de suas garantias fundamentais a educação de qualidade para todos os cidadãos. No entanto, esse direito é deturpado pelo Governo Federal, tendo em vista os altos índices de analfabetismo funcional decorrentes do falho sistema de educação do país. Isso se deve, sobretudo, a precária infraestrutura de muitas escolas que apresentam seus modelos de alfabetização ultrapassados por não proporcionarem aulas exclusivas ao ensino da leitura, da interpretação e do raciocínio lógico. Dessa forma, a aprendizagem dos estudantes é comprometida, gerando, assim, obstáculos no seu dia-a-dia.

Outrossim, vale destacar as consequências desencadeadas por esse entrave. Consoante a Teoria da Seleção Natural, formulada pelo naturalista Charles Darwin, sabe-se que as espécies adaptadas possuem mais chances de sobrevivência do que as menos adaptadas. Seguindo tal premissa, é possível assimilá-la a problemática em questão, uma vez que os analfabetos funcionais tem suas oportunidades de inclusão social e empregabilidade reduzidas quando comparadas àqueles adequadamente alfabetizados. Logo, vê-se que sob a exigência das empresas em empregarem funcionários qualificados, poucas são as vagas oferecidas aos indivíduos incapazes de realizarem atividades que necessitam de leitura complexa e conhecimentos específicos da matemática.

Destarte, considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para coibir esse cenário. Para tanto, cabe ao Governo Federal, mediante o Ministério da Educação(MEC), promover a alfabetização de qualidade nas escolas, por meio da criação de oficinas pedagógicas que incentivem a leitura, a compreensão de textos e estimulem o desenvolvimento de habilidades para resolução de qualquer tipo de problema que envolva cálculos. Tais ações teriam a finalidade de formar brasileiros letrados e proficientes para as demandas da sociedade. Só então, será factível superar o analfabetismo funcional no Brasil.