Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 28/08/2020

“Que país é esse?” Essa pergunta revela um sentimento de indignação e, faz parte de uma música  da Banda “Legião Urbana”  de 1987. Nesse contexto, essa canção pode ser utilizada como meio de reflexão acerca da necessidade de reduzir o analfabetismo funcional no Brasil, haja vista a sua íntima ligação com o pleno desenvolvimento de uma sociedade. Dessa maneira, é valido pontuar que, os principais fatores que corroboram essa mazela são: evasão escolar e falta de investimento na educação.

Em primeiro plano, segundo o sociólogo Émille Durkheim, anomia social é um termo que retrata o estado de caos o qual uma comunidade vivencia. Nessa ótica, o analfabetismo funcional, que por sua vez representa a incapacidade de um cidadão compreender textos simples, tem se tornado uma realidade preocupante. Nesse ínterim, um fator que potencializa essa problemática é a evasão escolar, afinal, muitas famílias brasileiras não possuem uma condição mínima para a sobrevivência e, por isso, precisam que os filhos trabalhem para ajudar na manutenção do lar.Além disso, boa parte dessas crianças precisam trabalhar em tempo integral e acabam abandonando a escola nas fases iniciais,nas quais aprenderiam operações básicas, divisões silábicas e interpretação de textos.Logo, pesquisas da Unesco comprovam essa situação,pois, segundo ela 260 milhões de adolescentes estão fora da escola.

Em segundo plano, de acordo com o filósofo Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. Nesse sentido, é fato que o Estado não cumpre o seu papel de forma efetiva,haja vista a falta de investimento nessa área, com consequente desvalorização do corpo docente, ausência de escolas estruturadas e métodos de ensino obsoletos. Ademais, a falta de treinamento para os professores no que se refere a transmissão do ensinamento de forma dinâmica, orientando os alunos na leitura técnica  e discussão do tema abordado contribui na fortificação do analfabetismo funcional no Brasil. Logo, medidas precisam ser tomadas a fim de melhorar o sistema educacional brasileiro.

Destarte, cabe ao Governo liberar insumos para a área da educação com o intuito de gerar melhores condições aos estudantes, por meio da contratação de docentes especializados e lúdicos na transmissão do conteúdo,bibliotecas equipadas e acervos atualizados que motivem os alunos a adentrarem no “universo” da leitura, tornando-se futuros adultos bem instruídos e letrados. Além disso, é função do Governo também, fortalecer os programas assistencialistas com o intuito de ajudar as famílias mais necessitadas, para que, assim, as crianças não precisem trabalhar para ajudar na renda familiar e ,consequentemente, não saiam das escolas e continuem com a sua formação educacional e intelectual.Ações como essas diminuirão os índices de analfabetismo funcional no Brasil.