Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 28/10/2020
Na mitologia grega, Sísifo foi condenado a rolar uma grande pedra até o topo de uma montanha, porém toda vez que estava quase alcançando o objetivo a rocha rolava morro abaixo, por meio de uma força irresistível. Fora da ficção, hodiernamente, o analfabetismo funcional no Brasil pode ser comparado à rocha de Sísifo, visto que quando há uma tentativa de reduzi-lo, ele sofre a ação de forças contrárias, como o ensino desqualificado e a evasão escolar. Por isso, torna-se necessário o debate sobre o analfabetismo funcional no Brasil.
Primeiramente, vale mencionar a educação de baixa qualidade que persiste no Brasil. A música “Estudo Errado”, do cantor Gabriel O Pensador, critica o ensino obsoleto e ineficaz praticado no país. Nesse sentido, a falta de qualificação instrucional contribui para a continuidade do analfabetismo funcional no Estado, haja vista que os alunos se tornam apenas “máquinas de memorizar”, desconsiderando o real aprendizado, isto é, a compreensão do assunto. Desse modo, os indivíduos concluem os anos letivos, porém não absorvem os conteúdos necessários para conquistar a proficiência literária.
Ademais, é importante destacar acerca da evasão escolar. Em um dos episódios da série “Os Simpsons”, Bart decide abandonar os estudos e procurar um emprego para alcançar a independência financeira. Analogamente, hoje, a situação de muitos estudantes brasileiros é semelhante à de Bart, pois, muitas vezes, por diversos motivos, precisam deixar as escolas e trabalhar precocemente. Dessa forma, as habilidades interpretativas não são desenvolvidas efetivamente, colaborando para a formação de cidadãos acríticos.
Infere-se, portanto que providências devem ser tomadas para reduzir o analfabetismo funcional no Estado. É mister que o Governo Federal atualize, por meio de verbas destinadas à educação, os métodos de ensino utilizados no país, a fim de facilitar absorção do conteúdo pelos estudantes, proporcionando, assim, o desenvolvimento das competências literárias. Além disso, cabe ao Ministério da Educação garantir, por meio da promoção de programas estudantis, como o Projovem e Educação para Jovens e Adultos (EJA), a educação de pessoas que se retiraram de maneira antecipada dos colégios, com intuito de reintegrá-los ao processo educacional. Somente assim, as forças contrárias que impedem a redução do analfabetismo funcional no Brasil poderão ser combatidas.