Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 09/09/2020

De acordo com a Constituição Federal de 1988, a educação é um direito de todos os cidadãos e dever do Estado e da família. Entretanto, desde os períodos passados até os dias atuais, existe um grande índice de analfabetismo funcional no Brasil que se mostra como um problema devido à precariedade das infraestruturas escolares e à baixa capacitação dos professores.

Nesse contexto, em primeira análise, muitas escolas públicas proporcionam péssimas estruturas de ensino aos alunos. Tal fato acontece, pois, a cada ano que se passa, os investimentos no setor da educação se tornam menores, dificultando a manutenção das organizações e a compra de novos equipamentos institucionais. Dessa forma, por causa de tal fato, os espaços físicos se tornam defasados e desmotivam as pessoas à buscarem conhecimento, contribuindo para que, assim, segundo o portal G1 da emissora Rede Globo, o Brasil tenha cerca de 12 milhões de analfabetos.

Ademais, em segunda análise, vários docentes que lidam com a educação estão despreparados. Isso acontece porque, no cenário atual, não basta apenas o profissional saber transmitir um determinado conhecimento como é aprendido nas faculdades e nas universidades, pois, de acordo com o pensador Paulo Freire, para que o ensinamento se concretize, as instituições e os profissionais precisam também envolver os alunos, algo que não está acontecendo no espaço brasileiro. Dessa maneira, devido à esse despreparo dos professores, segundo o Inep(Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), 15% dos jovens de 15 a 17 anos estão fora das escolas, o que contribui para agravar o índice de analfabetismo e demonstra a necessidade de mudanças para transformar o cenário de aprendizagem no Brasil.

Portanto, tendo em vista os aspectos abordados sobre a precariedade das infraestruturas escolares e a baixa capacitação dos professores, é preciso que medidas sejam tomadas. Cabe ao Governo Federal, como instância máxima de poder do Brasil, investir nas infraestruturas das instituições de ensino, por intermédio de concessões monetárias, para que, assim, os espaços físicos tenham sua manutenção realizada e motivem os indivíduos. Além disso, é necessário que o Ministério da Educação, principal responsável pelos métodos brasileiros de ensino, capacite os docentes, por meio de cursos e palestras, para que, desse modo, os alunos sejam cativados a aprender e o índice de analfabetismo diminua.