Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 09/09/2020

A Constituição Federal brasileira de 1988—norma de maior hierarquia no sistema jurídico— assegura que todos têm direito à educação.Entretanto,em pleno século 21,ainda persistem casos de analfabetismo no Brasil,proporcionando maior exposição dessa população analfabeta ao subemprego e aos trabalhos análogos a escravidão.Dessa maneira,dois fatores devem ser levados em consideração: a negligência estatal e o passado histórico.

É imperioso comentar,de início,que,consoante, Thomas Hobbes,filósofo contratualista,é dever do Estado zelar pelo bem-estar da sociedade,pois ambos estão unidos pelo contrato social.No entanto,apesar do Brasil assegurar na Carta Magna,a responsabilidade do Estado promover e incentivar a educação na sociedade,essa ainda é deficiente,tendo em vista que 6,8% da população acima dos 15 anos não sabem ler ou escrever,contabilizando 11,3 milhões de analfabetos no território brasileiro,segundo dados levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.Desse modo,desqualificando a mão de obra da sociedade e expondo esses,ao subemprego,a baixo salários e ao trabalho análogo à escravidão.Fica evidente,portanto,a necessidade de mudanças no que tange à questão do analfabetismo no Brasil.

Além da questão da negligência estatal,outro importante fator que contribui para a propagação e manutenção do analfabetismo são os fatores históricos.Pois,conforme Albert Einstein,físico alemão,”A distinção entre passado,presente e futuro é apenas uma ilusão teimosamente persistente”.Sob tal ótica,é indubitável que a questão do analfabetismo possui ligação direta com passado,haja vista o processo de colonização,a qual se constituiu de uma educação elitizada e propagada entre a população branca,contribuindo para altas taxas de analfabetos,tendo em vista que a população era majoritariamente de negros e pardos.Ao seguir,essa linha de pensamento,é possível traçar um paralelo com essa realidade,pois a maior taxa de evasão escolar e analfabetismo atualmente,são de pessoas menos favorecidas,pardas e negras.Por isso,é crucial que o Estado consiga ‘‘quebrar” com essas raízes históricas.

Dado o exposto,cabe ao  Estado,em conjunto com o Ministério da Educação,realizar um levantamento das regiões com maior taxa de analfabetos e evasão escolar,com intuito de apresentar aos órgãos públicos,os locais que precisam de maior investimento na educação. Para que com isso,diminua a exposição da população ao subemprego ao trabalho análogo à escravidão.Colocando em prática essas medidas,será o caminho para diminuir o analfabetismo no Brasil. Feito isso, a população poderá usufruir da lei assegurada pela Carta Magna.