Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 19/09/2020

“O importante não é viver, mas viver bem”.Segundo o Sociólogo Platão,  a qualidade de vida tem tamanha importância de modo que ultrapassa o da própria existência.No entanto,esse ideal platônico não é realidade para uma boa parcela da população brasileira,visto que a inobservância estatal frente a educação fomenta o aumento do analfabetismo funcional hodiernamente.Tendo isso em vista,deve-se entender melhor o contexto atual e resolver os problemas frente ao impasse.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar como o Governo e suas aplicações impulsionam o analfabetismo de maneira indireta.Nesse caso, a Constituição Federal de 1988 garante a todos os indivíduos o direito à educação e ao bem-estar social.Contudo, ao  observar a precária estrutura do sistema de ensino, aliado a falta de profissionais capacitados e suporte técnico nas escolas,medidas que democratizariam o conhecimento e reduziam os problemas da falta de escolaridade, isso não é firmado.Logo,uma melhor administração e fiscalização por parte de algumas gestões públicas é imprescindível para reduzir os problemas dos centros educativos.

Em segundo plano, vale apontar a desigualdade social como responsável por estimular as taxas de evasão escolar.A esse respeito,segundo dados do portal G1, cerca de 3,7 milhões de crianças  não frequentam a escola.Além disso, a maior parte dos analfabetos funcionais são negros, superando em mais de o dobro os brancos.Dessa forma, nota-se como as segregações e o preconceito racial fomentaram a criação de estigmas sociais e negligenciaram grande parte da população brasileira,o que acabou  intensificando,ainda mais, o analfabetismo funcional no Brasil.

Diante do exposto, medidas são necessárias para mitigar o panorama em análise.Para tanto,cabe ao Governo Federal,em consonância com empresas privadas, investir em bibliotecas públicas, por meio da aplicação de verbas em mais funcionários capacitados para que todas as pessoas possam ter acesso ao conhecimento e,com isso, aumentar o senso crítico dos cidadãos.Ademais,convém às entidades governamentais criar programas educativos de incentivo a leitura, como peças teatrais,visitas em museus,além de promover projetos de inclusão social,por premiações,por exemplo, no intuito de diminuir essa segregação educacional formada no cenário atual.Desse modo,será possível minorar os efeitos do analfabetismo funcional e,somente assim, poder devolver o direito de cidadania e bem-estar social,bem como defendido pela Constituição Federal de 1988.