Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 15/09/2020
A Constituição de 1988 assegura o direito à educação qualificada a todos brasileiros. No entanto, é indubitável, que há enorme disparidade de ensino no país, a qual resulta no grandioso número de analfabetos funcionais - sabem ler e escrever, mas não compreendem o código. Com isso, faz-se necessário discutir acerca das alternativas para a redução de tal problemática, como incentivo à leitura e eficiência dos programas públicos.
Em primeiro plano, ler é um hábito indispensável à construção de indivíduos capazes de dominar a língua portuguesa e desenvolver senso crítico. Sob esse viés, é notório que a leitura não é estimulada de maneira eficiente no Brasil, pois relevante parcela da população não tem acesso a ela. Paralelamente a isso, o filme “A sociedade dos poetas mortos” retrata um professor que estimula a autonomia de estudo dos alunos por meio de livros e os impulsiona a correr atrás dos objetivos na vida. Fora de ficção, assim como na obra cinematográfica, o corpo docente e os familiares devem incentivar a descodificação dos alunos através da leitura.
Ademais, embora haja diversos programas públicos os quais visam elevar o grau de escolaridade da população, tais sistemas não são suficientes à garantia total da alfabetização completa e igualitária dos estudantes. Nessa análise, o governo criou o EJA e o PROJOVEM -Programa Nacional de Inclusão de Jovens - para diminuir as desigualdades de ensino do país, apesar de ser falho. Desse modo, é necessário, como alternativa, a criação de novas plataformas para eliminar esse problema, bem como uma eficiencia ainda maior nos sistemas já vigentes.
É possível dizer, portanto, que ainda há muitos analfabetos funcionais no país. Com isso, o Ministério da Educação - responsável por organizar e garantir o ensino brasileiro - deve distribuir livros à parcela desfavorecida, por meio de pontos de doação e entrega em todas as cidades, a fim de erradicar a ausência de conhecimento. Além disso, precisa aumentar a qualidade dos programas assistenciais do país. Assim, o direito descrito na Carta Magna será totalmente assegurado.