Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 28/09/2020

Sabe-se que a Carta Magna prevê aos brasileiros o amplo direito à educação. No entanto, é nítido que quando se trata de educação existe um impetuoso descaso por parte do Governo, visto que o analfabetismo funcional é provocado pela falta de políticas públicas educacionais, uma vez que tal situação gera inúmeros reflexos negativos na vida desses indivíduos. Dessarte, é imprescindível a dissolução dessa problemática.

A priori, conforme Sêneca, “a educação exige maiores cuidados porque influi sobre toda a vida”. De maneira díspare ao pensamento do filósofo, nota-se que o Estado não investe em políticas públicas direcionadas à educação posto que, na maioria das vezes, as escolas não apresentam infraestrutura adequada, materiais necessários para alfabetizar os menores e, ainda, os baixos salários desmotivam os docentes. Desse modo, é evidente que a carência dessas ações corroboram com o aumento de pessoas que se qualificam como analfabetas funcionais no Brasil.

Ademais, de acordo com uma pesquisa realizada Ministério da Educação, cerca de 40% da população analfabeta funcional não apresenta trabalho com carteira assinada. Paralelamente a esse índice, devido ao “pré” conceito da comunidade em geral, no qual já possuem uma percepção enraizada de que quem é analfabeto funcional não detém de capacidade suficiente de delegar certas funções, acarreta a essa minoria, dificuldade de inserção no mercado de trabalho. Dessa forma, é irrefutável pontuar que tais conjunturas promovem graves danos à vida dessa parcela da população.

Portanto, para reverter essa realidade, cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável por basilar a educação dos cidadãos, investir em políticas públicas educacionais, por intermédio não só da melhoria dos salários os dos docentes como também dos materiais didáticos e da infraestrutura das escolas. Desse modo, será possível diminuir os danos causados pelo analfabetismo funcional, propiciando a tais pessoas uma melhor qualidade de vida.