Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 01/10/2020

Na conjuntura da nação, o direito à educação é assegurado pela Constituição Federal, promulgada em 1988, no entanto, o seu exercício não é pleno. Diante dessa perspectiva, é preciso fomentar alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil, pois é perceptível a ausência de políticas públicas em garantir esse benefício à todos. Além disso, nota-se que esse problema também está relacionado às desigualdades sociais existentes no país.

Em primeira análise, é válido destacar a importância do letramento para a formação do indivíduo. Mediante o exposto, dados compilados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, aponta que em 2018 havia 11,3 milhões de pessoas analfabetas acima de 15 anos. Essa realidade é decorrente dos problemas históricos do Brasil, visto que desde o Período Colonial, as autoridades da época temiam que a propagação do conhecimento pudesse desenvolver ideais revolucionários. Logo, torna-se evidente a necessidade de implementar medidas eficientes para reparar o déficit educacional brasileiro.

Em segunda análise, deve-se considerar que o analfabetismo é uma consequência do desequilíbrio social. Baseado nisso, de acordo com o movimento Todos Pela Educação, a alfabetização entre crianças ricas é até seis vezes maior que entre as pobres. Tal problemática tende a perpetuar a pobreza da população mais carente, já que a atual competitividade no Mercado de Trabalho exige dos indivíduos o aprimoramento da qualificação profissional. Sendo assim, a falta de conhecimento dos conceitos essenciais mais simples dificulta que essas pessoas consigam melhorar de vida.

Portanto, mecanimos devem ser elaborados para diminuir o analfabetismo funcional no país. Para tanto, cabe ao Estado, em conjunto com as prefeituras municipais, a realização de rodas de conversa para que os jovens possam opinar sobre os mais variados assuntos abordados nos livros, com o objetivo de incentivar a leitura. Ademais, o Ministério da Educação, em parceria com as instituições escolares, devem promover projetos pedagógicos nas comunidades desfavorecidas, por meio da implementação de monitorias nesses espaços, essa iniciativa seria realizada em salas de aulas com o menor número de estudantes, a fim de que os professores capacitados possam atender às dificuldades dos alunos, com o intuito de erradicar as dúvidas das matérias básicas. Somente assim mais pessoas terão acesso a um ensino fundamental de qualidade.