Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 04/10/2020
Durante o governo de Vargas houve iniciativas de mudanças no ensino, como a criação do Ministério da Educação e não mais transferiu a responsabilidade somente para os Estados, porém, apesar das políticas públicas, o Brasil não supriu o déficit educacional. Nessa perspectiva, no hodierno ainda carece de estruturas básicas, assim, a população continua com o analfabetismo e deficiências em áreas do conhecimento. Devido aos seguintes fatores: a precariedade e insuficiência das escolas públicas brasileiras, e ligado a esse quesito, o desinteresse e rejeição do aprendizado pela sociedade. Logo, é indubitável uma emergente iniciativa dos órgãos federativos para amenizar o índice de negligência escolar.
Observa-se, em primeira instância, que as estruturas do ensino público não são adequadas, e por isso é o primordial ponto a ser modificado. Sob tal ótica, conforme com a ONG Todos Pela Educação - publicado em 2013 - 95% dos alunos saem do Ensino Médio sem informações básicas em Matemática e Língua Portuguesa. Nesse sentido, a gestão incapacitada gera escolas sem o atendimento adequado as necessidades dos discentes, o que provoca deficiências de aprendizado, assim prevalece o analfabetismo funcional. Desse modo, os professores que não são treinados, a falta de materiais didáticos, motivam a formação precária de milhões de pessoas sem as habilidades necessárias.
Em segunda instância, um fator alavancado pela supressão da qualidade da educação, é a constante indiferença a obtenção do conhecimento, sem o prazer pela sua busca, esse sentimento é comum no Brasil. Dessa maneira, consoante com o educador Paulo Freire, o ensino deve ser motivado para libertar e motivar a criticidade, de forma a incentivar a possuir consciência social. Assim, com o atual cenário de descaso nas instituições, leva ao aluno a não refletir sobre essa importância, o que o torna desacreditado a corrigir suas lacunas. Certamente, um quesito a ser transformado no país é a evasão e abandono das escolas, o que diminuiria drasticamente a taxa do analfabetismo.
Observa-se, portanto que a realidade brasileira necessita de maior preocupação com a formação dos alunos e suprimento de suas carências. Para isso, o Ministério da Educação deve estabelecer um projeto de capacitação de docentes e direção escolar de todos os Estados, para o funcionamento de bibliotecas e salas de leitura, especificamente com a prática de desenvolvimento cognitivo e interpretativo, a fim de vincular os discentes ao hábito da leitura. Além disso, o órgão deve criar uma plataforma virtual, com e-books e aulas interativas para formar habilidades fundamentais para toda a população. É evidente que com essas medidas, reduzirá consideravelmente a falta de preparação para a vida social e profissional, assim prevalecerá diretrizes do pensamento de Freire.