Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 04/10/2020

Promulgada pela Organização da Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à educação e ao bem-estar social. Conquanto, o que se observa na realidade contemporânea é um sistema educacional que apresenta incontáveis falhas, ocasionando no aumento de números de analfabetos funcionais - pessoas que não desenvolvem habilidade de interpretação, porém reconhece letras e números, impossibilitando que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nesse sentido, é necessário que subterfúgios seja encontrados  a fim de resolver essa inercial problemática.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a educação é o fator principal no desenvolvimento de um País. Todavia, ocupando a nona posição na economia mundial, segundo o Banco Mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema de ensino público de ensino eficiente. Entretanto, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contrate é claramente refletido no aumento do analfabetismo funcional. Segundo Immanuel Kant, filósofo alemão, o homem é fruto da educação. Assim, o analfabetismo funcional condena o desenvolvimento pessoal do individuo, pois dessa forma, eles não têm capacitação para a entrada no mercado de trabalho e susceptíveis à manipulação.

Faz-se mister, ainda, salientar a falta de políticas públicas que estimulem a prática da leitura como impulsionador do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI.  Diante de tal contexto, pesquisa feita pelo Jornal Folha de São Paulo, entre 10 pessoas, 4 ou mais possuem dificuldades para ler e escrever. Assim, o processo globalizante, como nova faceta sistemática, induz a uma maior necessidade de coercitividade. Logo, a fluidez das relações pessoais e a transformação das escolas em lugares de produção em série de trabalhadores, gera a construção de um corpo social sem criticidade, mantendo as opressões em nome do “progresso”.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática. Logo, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com as Prefeituras, estimular a sociedade a possui o habito diario da leitura, por meio de projetos realizados por bibliotecas municipais, em espaços públicos e privados.  Isso deve ser feito por meio de recursos liberado pelo Tribunal de Contas da União - órgão que fiscaliza e aprova leis públicas. Nesse sentido, o fito de tal ação é que a população sinta-se atraída e que passem a ter o hábito da leitura. Somente assim, esse problema ser gradativamente erradicado, pois, conforme Gabriel o pensador, “na mudança do presente a gente molda o futuro”.