Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 04/10/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito a educação e ao bem-estar social. Entretanto, o que se observa é que em pleno século XXI, décadas após a implementação do ensino público no Brasil, pelo presidente Getúlio Vargas, ainda é possível identificar cidadãos brasileiros que se quer conseguem compreender textos considerados simples. Hodiernamente, a falta de uma educação básica eficiente impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nesse sentido, é necessário que subterfúgios seja encontrados a fim de resolver essa inercial problemática.
Precipuamente, é notório que a educação é o fator principal para um país. Todavia, ocupando a nona posição na economia ,segundo o Banco Mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e tal contraste é claramente refletido na atual organização social que tem suas bases centradas na divisão de classes, e na miséria educacional desde o período colonial, no qual a partir do século XVI já existiam escolas no Brasil ,porém, apenas para a elite colonialista. No entanto, só em meados do século XX foi possível o ingresso no ensino básico para toda a população , mas, apresenta mazelas até os dias atuais.
Faz-se Mister, ainda, salientar a má gestão governamental como impulsionadora do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações políticas, econômicas e sociais são características da “Modernidade Líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, na pós-modernidade é fulcral analisar que o Estado brasileiro por muito tempo deixou a educação básica de lado e com ela veio os altos índices de analfabetismo funcional. Um estudo realizado pelo Ibope Inteligência, e desenvolvido pela ONG Ação Educativa e pelo Instituto Paulo Montenegro, indica que 29% dos brasileiros não desenvolvem habilidade de interpretar textos e realizar operações matemáticas, ou seja, analfabetos funcionais.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a consolidação de um mundo melhor. Portanto, algo precisa ser feito para amenizar a questão. Logo, o Estado por meio do Ministério da Educação (MEC) deve instituir um fundo nacional de combate ao analfabetismo, promovendo aulas de alfabetização, interpretação e operações matemáticas, viabilizando a construção de um cidadão mais consciente. Nesse sentido, o fito de tal ação é minimizar os índices de analfabetismo que estão postos desde o período colonial. Somente assim, esse problema será gradativamente erradicado , pois, conforme Gabriel o pensador, " Na mudança do presente a gente molda o futuro “.