Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 05/10/2020

Segundo o renomado filósofo, Karl Marx : ‘‘A atual realidade é historicamente construída’’. Desse modo, é válido ressaltar que devido o Brasil ser, em 1500, uma Colônia de exploração o desenvolvimento da mão de obra foi mais estimulado que o lado intelectual. Com base nisso, o analfabetismo funcional é uma condição da maioria dos brasileiros. Sendo assim, duas possíveis alternativas para mudar esse contexto é: modificar o ensino infatil, bem como complementar de maneira efetiva o conhecimento dos jovens e adultos.

A priori, vale salientar que o capitalismo promove essa condição, assim afirma o sociólogo, Frantz Fanon. Embora a Constituição Ferderal, em seu artigo 6º, assegura o direito a educação, é notório que em prática ela não consegue ser efetiva, visto que nas pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 11,3 milhões de pessoas nesse país não são alfabetizadas. Logo, é necessário que a grade curricular vá além do básico, passando a incentivar a leitura, promover debates e realizarem pesquisas, para que assim exista uma evolução do senso crítico e da capacidade de interpretação, afim de introduzir o engajamento sobre tudo que afeta a sociedade desde novo.Em suma, é perceptível que sere pensanres em um sistema economicamente capitalista não colaboram, pois é melhor pessoas que aceitam tudo sem questionar e que são fortemente manipuláveis,ao invés de um corpo social politizado.

A posteriori, convém ressaltar que a colonização despromoveu o ensino e incentivou o trabalho escravo, com isso fez com que o povo ameríndio enxergassem a mão de obra brasal como sua única funcionalidade, afinal os europeus os consideravam como selvagens, pelo fato de não terem fé, nem lei e nem rei, mediante a a concepção deles. Sob tal ótica, os reflexos do passado estruturou a contemporaneidade, como dizia Karl Mar, dado que de acordo com o maior estudo de educação, PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), o Brasil é um dos mais atrasados e desigual no quesito ensino e aprendizagem. Em síntese, é nítido que a população, acima de 18 anos, passe por um processo de reaprendizado efetivo para desenvolver tudo que é necessário para ser um alfabetizado funcional.

Em face do exposto, na filosofia grega o trabalho era visto como algo ruim pois tirava tempo do desenvolvimento intelectual. No entanto, hodiernamente, é preciso achar o equilíbrio. Isso deve ser feito pelo Poder Executivo e Legislativo, mediante ao desenvolvimento de políticas públicas de educação, oferecendo cursos gratuítos e obrigatórios para adultos e implementar na grade do ensino infantil temáticas de cunho intelectual. A finalidade é conseguir igual o PISA dos países em alta e garantir o previsto por lei.