Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 07/10/2020

Durante a o período da Idade Média, o letrado era destinado apenas para membros do clero, por isso grande parcela da população era analfabeta. De forma análoga, hodiernamente o cenário global, sobretudo o Brasil, enfrenta impasses relacionados ao analfabetismo funcional ora devido à precária educação básica, ora por causa da falta de incentivo familiar ao hábito da leitura desde a infância. Destarte, tais fatores devem ser analisados para que se possa liquidá-los de maneira eficaz.

A priori, é imperioso destacar que o panorama supracitado é fruto do ineficiente ensino básico disponível em nosso país, uma vez que muitas pessoas chegam às universidades com deficiência em interpretação de textos e em operações matemáticas simples, o que dificulta a didática dos professores com níveis mais complexos de alfabetização e consequentemente o aprendizado e formação desses alunos. Nesse âmbito, tais informações contradizem a Constituição Federal de 1988, a qual prevê a educação de qualidade como um direito social. Dessa maneira, torna-se necessária uma intervenção para que essa questão seja modificada.

Outrossim, é imperativo pontuar que a análise apresentada deriva, ainda, da falta de incentivo familiar ao hábito da leitura desde a infância, tendo em vista que ler aprimora a habilidade de interpretação e, consequentemente, diminui as chances do indivíduo ser um analfabeto funcional. Isso se torna mais claro ao observarmos que, segundo o Portal de Noticias G1, 53% das pessoas que não tinham o hábito da leitura quando crianças, são semianalfabetos. Faz-se imprescindível, portanto, a dissolução dessa conjuntura.

Em suma, são necessárias medidas que atenuem o imbróglio em questão. Para tanto, urge que as escolas, em parceria com as famílias, insiram discussões sobre esse tema, tanto no ambiente doméstico quanto no estudantil, por intermédio de palestras com a participação de especialistas, a fim de incentivar, desde a infância, a leitura familiar. Soma-se a isso o papel do Ministério da Educação, por meio de capital do Tribunal de Contas da União, de investir no melhoramento da educação básica através do contrato de mais professores e oferecimento de cursos que aprimorem sua didática, com o objetivo de diminuir o índice de analfabetos funcionais no país. Somente assim, a realidade do analfabetismo análoga à Idade Média não será mais vigente em nossa sociedade.