Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 13/10/2020
Paulo Freire, importante pensador brasileiro, afirmava que se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. Tal assertiva demonstra a importância que a educação possui na tranformação dos indivíduos. No entanto, hodiernamente, o elevado índice de analfabetismo funcional no Brasil apresenta-se como um obstáculo que necessita ser combatido, fruto tanto da precariedade do ensino básico, quanto da falta de incentivo à leitura.
À vista disso, é fulcral pontuar que os analfabetos funcionais, apesar de decodificarem as letras, não são capazes de compreender textos simples. De acordo com o Indicador de Analfabetismo Funcional, cerca de 30% da população brasileira se enquadra nesse grupo, fato que reflete a incapacidade das escolas públicas em ofertarem um ensino básico de qualidade a todos. Embora a Constituição Federal de 1988 garanta a todo cidadão o direito à educação, o sistema educacional brasileiro é desigual e não atende às necessidades da população. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa conjuntura de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar o baixo incentivo à leitura como promotor do problema. Decerto, o hábito de ler se constrói desde a infância, nas escolas e nas famílias. Entretanto, no Brasil, essa prática não é valorizada, o que resulta em um número cada vez maior de analfabetos funcionais. Segundo dados do Instituto Pró-Livro, o brasileiro lê em média 2,4 livros por ano, um valor bem baixo quando comparado com países desenvolvidos. Sob esse viés, torna-se essencial a tomada de medidas que estimulem a leitura no país.
Destarte, intervenções são necessárias para solucionar o caso supracitado. Portanto, urge que o Governo Federal, por intermédio do Poder Legislativo, aprove leis que aumentem o capital investido na educação pública no país. Esse capital deverá ser revertido no aperfeiçoamento do ensino básico e na criação de projetos de reforço escolar, com o intuito de oferecer educação de qualidade a todos. Outrossim, cabe ao Ministério da Educação realizar palestras e propagandas que incentivem o hábito de leitura, a fim de aumentar essa prática na sociedade. Isto posto, a problemática apresentada será gradativamente mitigada e o Brasil poderá caminhar para a plenitude democrática educacional.