Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 20/10/2020

O artigo 205 da Constituição Federal de 1988 determina que é dever do Estado garantir a educação básica e de qualidade a todos, visando ao pleno desenvolvimento social do individuo. Entretanto, ao analisar o atual quadro brasileiro, evidencia-se uma carência no que diz respeito à educação populacional, uma vez que o analfabetismo funcional encontra-se em grande parcela. Logo, é imprescindível que medidas sejam tomadas a fim de reduzir o cenário, seja modificando os métodos de ensino ou incentivando à leitura desde a educação primária.

Em primeira análise, é importante destacar que um dos propulsores da problemática é a maneira a qual os professores do país educam. De acordo com o filósofo Hegel, a mudança do pensamento das pessoas modifica a realidade, ou seja, a sociedade encontra-se em constante mudança superando moldes antigos. Contudo, no Brasil, os alunos encontram obstáculos para acompanhar a didática dos professores, que estão ultrapassados, não conseguindo aprender de forma clara e por conseguinte se formando com lacunas no aprendizado.

Paralelo a isso, vale ressaltar que a falta de estímulo à leitura, tanto da escola quanto da família, prejudica a construção de uma sociedade capaz de interpretar questões simples do cotidiano. Segundo pesquisa feita pela BBC, cerca de 30% da população brasileira não consegue realizar tarefas que envolvem interpretação de texto, dentro desses pessoas formadas. Dados esses que podem reduzir com a introdução de práticas semanais desde o ensino fundamental primário, conduzindo o estudante a apreciar a leitura e compreensão de textos.

Nesse sentido, faz-se necessário introduzir subterfúgios para amenizar a realidade brasileira no que tange à precariedade da educação. Para isso, o Ministério da Educação deve implementar na Base Nacional Comum Curricular da Língua Portuguesa, do Ensino Fundamental ao Ensino Médio, práticas de leituras semanais, juntamente com avaliações de interpretação dos diferentes tipos textuais, a fim de formar indivíduos mais aptos nas análises. Ademais, o MEC tem de proporcionar cursos a todos os profissionais da educação, dados na instituição em que trabalham, para aprimorar as técnicas e didáticas no desenvolvimento das aulas. Somente assim será viável o cumprimento efetivo dos elementos propostos na Constituição Federal.