Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 27/10/2020

No período da Idade Média, apenas uma pequena parcela abastada da população era erudita e alfabetizada. Apesar de, atualmente, a educação ser um direito garantido a todos na Constituição Federal, em consonância com essa época, o Brasil apresenta uma grande taxa de pessoas que não dominam conceitos de escrita e leitura. Sob tal ótica, cabe destacar o papel falho do sistema educacional e do estado na redução desse analfabetismo funcional brasileiro.

Em primeira análise, é notório que o modelo de educação nacional se configura como um entrave para a alfabetização eficiente dos cidadãos. Nessa perspectiva, o seriado televisivo “ Chaves ” apresenta um espaço escolar em que os alunos são ensinados por um método retrógrado e ineficaz, o qual dificulta a aprendizagem. Bem como nessa produção cinematográfica, o sistema educacional do Brasil possui uma modelo de ensino ineficiente, com isso, os estudantes se formam com dificuldade em conceitos básicos, como de escrever e de interpretar textos, resultando em um alto percentual de analfabetos funcionais.

Outrossim, a negligência estatal com a qualidade da educação do Brasil é outro aspecto alarmante. Segundo o filósofo Thomas Hobbes, o governo deve existir para garantir a harmonia e os direitos dos cidadãos. O Estado brasileiro, no entanto, não atua conforme esse princípio, pois negligencia a efetivação de direitos, como, por exemplo, o da educação. Nesse ínterim, a alfabetização da população é afetada, porque o governo não investe adequadamente na qualificação e na fiscalização do desempenho dos profissionais educativos e da aprendizagem dos alunos.

Infere-se, portanto, que, para diminuir o analfabetismo funcional no Brasil, é preciso implementar uma nova postura do Estado e da educação. Destarte, o Ministério da Educação precisa instituir uma nova metodologia de ensino nas escolas, a fim de melhorar a aprendizagem dos estudantes sobre leitura e escrita. Ademais, deve, também, capacitar profissionais para supervisionar a atuação dos educadores, por meio de palestras educativas presenciais e virtuais que direcionem os docentes na alfabetização dos alunos. Dessa maneira, diminuirá os índices de analfabetismo funcional e o direito constitucional à saúde estabelecer-se-á na sociedade brasileira.